Simplesmente Lu

Dezembro 01 2010
01/12/2010 12:58
Da Redação
Secretaria de Comunicação
Presidente Lula, ao lado da governadora Ana Júlia e da presidente eleita Dilma Rousseff, festeja a inauguração das eclusas de Tucuruí

© LUCIVALDO SENA / AG. PARÁGovernadora Ana Júlia Carepa: obra permitirá o escoamento das riquezas minerais gerando emprego e renda para a população paraense

O presidente Lula, a presidente eleita Dilma Rousseff, a governadora Ana Júlia Carepa e o prefeito de Tucuruí Sancler Antônio Ferreira inauguram as eclusas
Além de ministros, governadores, autoridades e representantes de movimentos sociais, mais de três mil pessoas estiveram presentes à inauguração

Maiores do mundo em desnível, eclusas de Tucuruí facilitam escoamento de produtos para exportação e incentivam queda de preços na compra de produtos do Centro-Oeste do Brasil

A placa alusiva à inauguração das eclusas de Tucuruí, localizadas no rio Tocantins e considerada a mais importante obra hidroviária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi descerrada na tarde desta terça-feira (30). A cerimônia ocorreu em um palco montado no bairro da Nova Matinha, próximo à Eclusa 1, na beira do canal que divide as duas eclusas. Participaram do evento o presidente Luis Inácio Lula da Silva, a presidente eleita Dilma Rousseff, a governadora Ana Júlia Carepa, o prefeito de Tucuruí Sancler Antônio Ferreira, ministros, governadores, outras autoridades e representantes de movimentos sociais, além de um público de mais de três mil pessoas.

 

O sistema de integração de desnível (eclusas) possibilitará a utilização dos rios Tocantins e Araguaia como hidrovias de grande porte, ligando o porto de Belém à região do Alto Araguaia, no Estado do Mato Grosso, permitindo o tráfego de comboios de até 19 toneladas de carga. Com as eclusas, que vencem, juntas, um desnível de 74 metros, a Hidrovia Araguaia-Tocantins, de cerca de 2 mil quilômetros de extensão, passa a ter total navegabilidade em um trecho de quase 500 Km.

 

A governadora Ana Júlia Carepa destacou que a obra é um "benefício de mão dupla", já que vai facilitar tanto o escoamento de produtos para exportação quanto vai incentivar a queda de preços na compra de produtos vindos do Centro-Oeste do Brasil. Fazendo referência à produção industrial do aço da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), de Marabá, um investimento de R$ 3,3 bilhões, cuja logística depende diretamente do modal hidroviário, a governadora disse que a ação permitirá o escoamento das riquezas minerais, e que agora o minério não vai sair do Estado sem gerar emprego e renda para o povo paraense.

 

Os comboios carregados de minério, até o momento, precisavam navegar de Marabá a Tucuruí, onde realizavam o transbordo para caminhões para poder ultrapassar o trecho de desnível e voltar a ser transportados pelo rio até os portos de Belém e Vila do Conde. Com a conclusão das eclusas, o transbordo deixa de ser necessário e a viagem ficará mais curta, o que resultará na redução de custos e na redução de emissão de CO2.

 

"Hoje nós estamos escrevendo uma nova história no Pará, um sonho de 30 anos", resumiu a governadora, enumerando outras conquistas e o desenvolvimento que grandes obras e ações trazem para os paraenses, como o "novo momento econômico" que vive Marabá, com a construção de, por exemplo, 20 residenciais e dois shoppings center. O Pólo de Biodiesel, que vai transformar o Pará no maior pólo do mundo, e a Fábrica de MDF, em Paragominas, também foram destacados por ela.

 

Desenvolvimento - "Essa eclusa só terá sentido se ela significar a melhoria da qualidade de vida de mulheres e homens que moram neste país, neste Estado, nesta região", falou o presidente Lula, lembrando que, na véspera, anunciou a inauguração de 30 escolas técnicas e 15 campi universitários no país. Ele falou ainda de obras importantes em andamento ou que serão iniciadas no governo de Dilma Rousseff, como a Ferrovia Norte-Sul e a Oeste-Leste (que sairá da Bahia até a capital paraense).

Dilma Rousseff respondeu frisando que Lula foi o primeiro presidente que olhou para o Brasil e viu que só valia a pena o crescimento econômico com o desenvolvimento social. Segundo ela, Lula sabia que as eclusas seriam uma oportunidade de crescimento econômico e geração de emprego e renda para o Estado. "Por trás dessa grande obra da engenharia (brasileira), tem a vida das pessoas. Qual é o bem que essa obra traz para o Estado do Pará? É esse o olhar do presidente Lula", relatou.

 

Percurso - Às 16h45 em ponto, o presidente, a comitiva e membros da imprensa chegaram ao local da solenidade, onde foi transmitido um vídeo institucional sobre o sistema de transposição do rio Tocantins. Antes, às 14h20, a governadora e o prefeito de Tucuruí receberam a presidente eleita Dilma Rousseff e sua comitiva, e em seguida o grupo recebeu o presidente Lula.

Eles partiram para embarcar na balsa que fez a travessia inaugural das eclusas da UHE de Tucuruí, partindo da eclusa 1, onde fizeram a transposição de cerca de quase meia hora, em direção à eclusa 2. Dentro da balsa, foi exibido um vídeo explicativo em projeção 3D, onde foi possível visualizar o projeto da obra e detalhes do funcionamento das eclusas.

 

Durante a cerimônia, o presidente também assinou um termo de compromisso para a contratação de 39 engenheiros elétricos e civis, formados no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) de Tucurui, que irão trabalhar na UHE de Belo Monte. Foi assinado ainda um termo de cooperação entre a Eletrobras/Eletronorte e as Centrais Elétricas do Pará (Celpa), relativo ao financiamento para a expansão do Linhão do Marajó - um investimento de R$ 298 milhões.

 

Um Protocolo de Intenções também foi assinado durante o evento, destinado à execução de obras de compensação, que beneficiarão famílias atingidas pela construção das eclusas, moradoras dos bairros Nova Matinha, Vila Pompéia e Piedade.

 

Investimentos - A Usina Hidrelétrica (UHE) de Tucuruí, inaugurada em 1984, é a maior do Brasil e segunda maior do mundo, e as eclusas serão as maiores do mundo em desnível. As obras, que datam de 1981 e foram interrompidas por três vezes, ganharam impulso em 2008, com a sua inclusão no PAC, responsável por quase R$ 1 bilhão do total de R$ 1,66 bilhão do investimento.

De responsabilidade do Ministério dos Transportes, a partir de 2006, a execução passou a ser das Centrais Elétricas Brasileiras S/A (Eletrobras)/Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte), por meio de um convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério dos Transportes (MT).

 

Na época de pico da construção das eclusas de Tucuruí, em junho de 2009, a obra contava com 3.646 operários, dos quais 80% eram mão-de-obra regional. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), no Estudo do Impacto Ambiental (EIA) do projeto de transposição, elaborado em 1998, constam medidas como a implantação do plano de ocupação do entorno do lago da eclusa para recuperação de áreas degradadas, construção do bairro Nova Matinha e benfeitorias nas áreas rurais.

 

Luciane Fiuza e Renata Biondi - Secom

 

Fotos: Lucivaldo Sena - Agência Pará

 

FONTE: http://www.pa.gov.br/noticia_interna.asp?id_ver=69605

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 22:00

Li e fiquei bastante preocupado com as críticas feitas por um jornalista paraense a respeito dos Estados de Carajás e do Tapajós.
http://pedroayres.blogspot.com/2010/12/destruicao-da-amazonia.html
Creio que todos nós, paraenses, precisamos rediscutir melhor e mais detalhadamente tais projetos
Anónimo a 5 de Dezembro de 2010 às 19:01

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