Simplesmente Lu

Julho 05 2013

Abertura da CSEAR 2013 na UFPA. Foto: Sandro Ruggeri - Humana & Trad Divulgação


A III Conferência Sul-Americana de Contabilidade Socioambiental, a CSEAR SouthAmerica 2013, trouxe para o cenário ideal a discussão sobre responsabilidade socioambiental no setor. Belém, a capital do Estado Pará – segundo maior do Brasil em extensão territorial e dono de uma imensa diversidade natural – sediou o evento, trazendo para a Amazônia o debate e a apresentação de estudos sobre sustentabilidade relacionada ao trabalho dos profissionais de Contabilidade.

 

A realização da terceira edição da Conferência Sulamericana de Contabilidade Socioambiental foi da CSEAR SouthAmerica e da Faculdade de Ciências Contábeis (Facicon) da UFPA, com apoio do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da universidade e patrocínio da Faculdade Maurício de Nassau, Editora Saraiva, Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PA), Banco da Amazônia e Editora Atlas.

 

Segundo a professora Leila Márcia Elias, coordenadora geral da CSEAR SouthAmerica, a  “conferência é desenvolvida de acordo com as regras do centro de pesquisa do Reino Unido. Por isso, trata-se de uma conferência que reúne pesquisadores de várias regiões do Brasil, e de outros países. Não foram apresentados somente trabalhos do Pará. Tivemos participantes de São Paulo, Minas Gerais, Manaus, Rio de Janeiro e Bahia. Essa representatividade é muito boa”, avaliou.

 

E essa diversidade de experiências, vivências e visões críticas foi um dos destaques do evento, segundo a coordenadora. “É muito interessante, porque mostrou não só para os profissionais da área, como para toda a sociedade, que a Contabilidade pode colaborar com a questão ambiental. Esses eventos, pesquisas e resultados são uma forma de consolidar essa participação, e mostrar como é possível colaborar. O fato de a conferência acontecer na Amazônia fortaleceu essas questões, e mostrou que os profissionais da área estão participando desse debate mundial”, ressaltou Leila Mária Elias, professora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (Naea/UFPA) e membro do CSEAR SouthAmerica.

 

Leila Márcia Elias abriu os trabalhos da conferência, que ainda contou com a presença de professora Araceli Ferreira, representante internacional do CSEAR no Brasil. Ela explicou que o centro de pesquisa do Reino Unido, sediado na Escócia, reúne pesquisadores de vários países, com representação no Brasil, que tem representantes no Comitê Internacional do CSEAR.

 

Participantes, palestrantes e organizadores da CSEAR 2013. Foto: CSEAR Divulgação


Interação - “É essa interação que a gente está querendo trazer para o Brasil. Meu papel como associada é divulgar a ideia, e reproduzir no Brasil essa comunidade internacional, para que possamos mudar essa prática ambiental no país”, ressaltou Araceli Ferreira.

Marcelo Bentes, diretor do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) e representante do reitor da      

UFPA na solenidade, destacou que essa “interação é tão importante no contexto da nossa realidade

amazônica. Nós, da UFPA, temos como dever e ofício abrigar uma conferência como o CSEAR".

 

Ele disse que, ao abrigar eventos dessa natureza, a universidade contribui com o debate de questões importantes para a sociedade, como o impacto da temperatura do planeta na produtividade e nos ecossistemas.

 

“Cada um, em sua área, poderá contribuir para amadurecer grupos de pesquisas sobre o que a Contabilidade nos traz como ciência, não só do ponto de vista da nossa necessidade local, mas olhando a questão ambiental de forma mais ampla, já que boa parte dos problemas ambientais tem origem na questão humana”, frisou Marcelo Bentes, para quem eventos como o CSEAR provocam reflexão sobre “o que a agenda ambiental representa na nossa capacidade humana de resiliência diante dos impactos ambientais”.

 

A “alta qualificação” dos participantes da conferência foi destacada por Evaldo Silva, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Contábeis (Facicon) da UFPA e um dos organizadores do evento. Ele frisou o empenho de Leila Márcia Elias para trazer o III CSEAR ao Pará. 

 

Eloi Prata, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PA), ressaltou que o encontro reuniu “pessoas preocupadas em encontrar soluções para que o mundo não seja um local muito agredido. O Conselho sente-se honrado em contribuir com o encontro. Belém tem sido privilegiada por viver momento tão importante como esse. Faço uma referência à conselheira Leila Elias, que se integrou a esta causa”.

 

Rob Gray enfatiza importância da Contabilidade nas mudanças

vivenciadas no cenário mundial

Rob Gray durante a III CSEAR . Foto:Sandro Ruggeri – Humana & Trad - Divulgação

“O que podemos fazer para mudar o mundo? A resposta é que somos muito importantes e podemos fazer muito”, assegurou o professor e pesquisador britânico Rob Gray, na palestra proferida na III Conferência Sul-Americana de Contabilidade Socioambiental, a CSEAR SouthAmerica 2013, que aconteceu em Belém, capital do Estado do Pará, em 27 e 28 de junho. Segundo o pesquisador, pioneiro no estudo da sustentabilidade no cenário contábil, cada profissional é importante na sua área de atuação, e a solução para os problemas ambientais vivenciados no século XXI “é uma combinação de tudo”.

Para Rob Gray, a contabilidade é predominantemente “simbiótica”. “Há 40 anos estamos fazendo isso. É o momento de parar. As mudanças simbióticas não acontecem”, afirmou ele, acrescentando que “em algumas áreas estamos desenvolvendo, e começando a ver o que é necessário. Vamos continuar. Só me pergunto se estamos chegando ao ponto. As reivindicações das organizações para serem sustentáveis são enormes”, frisou.

Segundo ele, a contabilidade acontece diariamente, não precisa de contas formais. “É a diferença entre formal e informal. Quanto mais próximos, menos informais as relações se tornam. Aprendi isso na Nova Zelândia, que tem uma cultura muito direta. Essa proximidade é vital”, defendeu o professor.

Ao final da palestra, o pesquisador respondeu a perguntas da plateia. Paulo Homero Júnior (foto ao lado), aluno de mestrado em Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), abordou a apropriação do discurso da sustentabilidade pelo mundo dos negócios. “Percebemos que, sozinha, a contabilidade não é forte o suficiente para promover essas mudanças. Nós temos que nos associar a outras disciplinas e atores sociais”, disse ele, ao perguntar sobre como Rob Gray analisa esse cenário.

“Se tivesse mais volume de contabilidade social e ambiental o mundo não seria como é hoje. Não vou dizer o que a pessoa deve fazer. Vou dizer: Vá e faça! É o que funciona. Nunca use o fato de que não somos suficientes. O mundo precisa de nós. Somos, talvez, a atividade mais importante no planeta. Somos nós e o mercado financeiro. Mas nós somos parte do mercado financeiro”, respondeu Rob Gray.

Segundo Rob Gray, “a contabilidade social não é uma coisa que você faz, mas que você é. E o papel da contabilidade social é mudança. Alguma coisa está errada e nós, como contadores, podemos mudar isso. Entender a mudança é muito importante”, finalizou o pesquisador.

 

Fonte: ASCOM/CSEAR 2013



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publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 01:14

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