Simplesmente Lu

Novembro 28 2006

CISNE OKOKOK.bmp Minha homenagem.

Com o coração apertado comunico que a dança paraense perdeu um de seus grandes representantes: o bailarino, professor e coreógrafo Olímpio Paiva. Soube pela professora Auxiliadora Monteiro, sua grande amiga, que ele foi covardemente assassinado no último final de semana, em seu apartamento (casa), na cidade de Manaus, onde residia nos últimos anos. Auxiliadora me contou que o bailarino estava com 46 anos (45 anos, equivoquei-me) e pensava na possibilidade de voltar a residir e trabalhar em Belém. Olímpio foi um grande exemplo de perseverança e talento. Começou a dançar com Teka Salle, uma das precursoras da dança no Pará. Foi aluno também de Vera Lúcia Torres, escola na qual protagonizou grandes balés de repertório, como O Lago dos Cisnes e O Quebra Nozes. Muito virtuoso, o bailarino arrancava aplausos calorosos da platéia com suas performances. Posteriormente, ele criou sua própria escola, que nunca teve sede própria. Tive a oportunidade de fazer aulas de clássico e jazz com Olímpio. Adorava o cuidado com que o professor tratava cada aluno: ao mesmo tempo exigente, perfeccionista e carinhoso. Sejam nos estilos clássico, jazz ou contemporâneo, as coreografias de Olímpio Paiva destacavam-se nos festivais de dança do Estado e do Brasil. A última vez que vi o bailarino dançar foi na Gala Augusto Rodrigues, em setembro de 1999, quando ele mostrou uma versão contemporânea do balé-solo A Morte do Cisne, música de Tchaikowsky, originalmente criado para a bailarina Anna Pavlova. Com movimentos expressivos, carregados de uma marcante presença cênica, o bailarino prestou uma emocionada homenagem aos mestres Augusto Rodrigues e Teka Salle. A minha homenagem agora é para esta pessoa que respirava arte, estava sempre de alto astral, indignava-se com quem não respeitasse a dança paraense (Olímpio morou em belém desde criança, mas era acreano), nunca desistiu de seus sonhos, lutou sozinho no início da carreira e não tinha vergonha de dizer que passou fome para não deixar de dançar. Soube que o bailarino estava feliz ultimamente, pois havia reencontrado a família, motivo pelo qual mudou-se para Manaus. Olímpio Paiva era um apaixonado pelo balé O Lago dos Cisnes - peça em quatro atos, que ficou consagrada com o casamento perfeito da música de Tchaikowsky com a coreografia de Lev Ivanov e Marius Petipa, que superou a original, de Julius Reising (1877). Em entrevista para o extinto Jornal ABC da Dança, criado por mim, ele confidenciou-me que este era o balé que mais apreciava. Postei esta montagem, que nem sei de quem é a autoria, porque acho que sintetiza o amor de Olímpio pela dança. Assim que puder, colocarei uma foto dele aqui no blog. No momento, desejo que a arte de Olímpio Paiva o faça voar longe, muito longe, sem barreiras ou qualquer tipo de preconceito. Para nós, fica o exemplo do seu eterno amor pela dança.

 

SOBRE OS COMENTÁRIOS ............................................................................... LILIKA....... também gosto. ANÔNIMO....... usei  a citação na epígrafe de um trabalho de Teorias da Linguagem, da UFPA. LEONARDO.......  o blog fala muito de dança, mas vez por outra mudo o assunto. Valeu pela visita, volte sempre e comente, não precisa ser especialista para dar sua opinião sobre os textos. Parabéns pela formatura!

AVISO Caros colegas da imprensa. Faleceu em Manaus o bailarino, professor e coreógrafo Olímpo Paiva. Nome expressivo na dança paraense, que contribuiu para a formação de muitos alunos. Seria interessante se vocês pudessem rever os arquivos dos seus respectivos jornais para a elaboração de uma matéria, inclusive com fotos, deste artista. Ele foi professor durante anos da SoEla SoEle e do tradicional Colégio CEO. Ele esteve recentemente em Belém onde participou de oficinas no Encontro Internacional de Dança do Pará -EIDAP. Nós da dança lamentamos a perda deste profissional. Waldete Brito Professora de Dança da UFPA; diretora e coreógrafa da Cia. Experimental de Dança; e presidente da Câmara Setorial de Dança.

ATENÇÃO A bailarina Alessandra Ewerton informa que a nossa colega Auxiliadora Monteiro encomendou uma missa comunitária (Sétimo Dia), marcada para a próxima sexta-feira (01 de dezembro de 2006), na Basílica de Nazaré, às 18 horas.

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 00:59
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Novembro 27 2006

"O sentido está sempre no viés. Ou seja, para se compreender um discurso é importante se perguntar: o que ele não está querendo falar ao dizer isto? Ou: o que ele não está falando, quando está falando disso?". (ORLANDI, E. A Linguagem e seus funcionamentos: as formas do discurso. 4ª. Ed. Campinas: São Paulo, Pontes, 1996, p.275)

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 05:30

Novembro 25 2006

Ainda é uma incógnita o nome da bailarina do cartaz "Alencar Terra - V Festival do Conjunto Coreográfico". Augusto Rodrigues era o responsável pelo espetáculo, datado de 1955.

 

"Quem será a bailarina da foto?". O jornalista Lúcio Flávio Pinto faz esta pergunta na seção Memórias do Cotidiano do seu Jornal Pessoal (Nº 379 - ANO XX) e o blog-sapo da Lu pergunta novamente aos bailarinos de plantão. Quem será?

 

OBS: Muitos estão me perguntando o que significa a sigla "URL" que aparece no campo dos comentários deste blog. Não sei o significado, mas sei que indica o espaço para colocar o endereço de blogs, flogs, sites e afins. Este campo não é obrigatório, assim como o do e-mail, mas se for preenchido vira link para levar direto ao endereço digitado.

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 04:09
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Novembro 23 2006

Bailarina Rose Monteiro.jpg "

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 03:10

Novembro 23 2006

Luciane Fiuza.JPG

Dizem que somos abençoadas com as características das madrinhas. Se for verdade, sou privilegiada. Minha madrinha é bonita, inteligente, competente, batalhadora, sensível... Meu aniversário já passou, foi dia 11 de novembro, mas hoje recebi um e-mail da minha madrinha, Lúcia Pandolfo, que mora no Rio de Janeiro. As palavras são tão sábias que decidi publicá-las. Existe melhor presente do que esse? Espero um dia possuir ao menos metade dos teus atributos, tia Lúcia... "Oi, Luciane que bom vê-la de volta ao seu blog. Sua madrinha desnaturada deixou passar em branco seu aniversário . Não faz mal, mesmo atrasada mando essa mensagem curta e linda: Há um ditado chinês que diz: 'Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um ... Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas...'. Sempre que possível troque idéias, elas esclarecem, acrescentam, ajudam, evoluem... ainda que você pense que não precise, servirão para o outro. Um beijão e muitas felicidades. Lúcia"

GENTE, AINDA QUERO SABER QUEM É A "BAILARINA DA FOTO". A LOUISE, MINHA SOBRINHA, JÁ LANÇOU ATÉ UMA CAMPANHA, DIVULGADA EM ALGUMAS COMUNIDADES DO ORKUT. VAMOS VER QUEM DESCOBRE PRIMEIRO.

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 00:53

Novembro 22 2006

Professor e bailarino Augusto Rodrigues.JPG 

 

"Quem será a bailarina da foto?" O jornalista Lúcio Flávio Pinto faz esta pergunta aos seus leitores na edição de nº 379 do seu Jornal Pessoal, que comemora 20 anos de existência. No final do texto Bailarina do Augusto, da seção Memória do Cotidiano/Propaganda, fica a dúvida. Quem será a bailarina do cartaz do espetáculo Alencar Terra - V Festival do Conjunto Coreográfico?

 

A companhia era dirigida pelo mestre Augusto Rodrigues, o grande precursor da dança em Belém do Pará . (Ler nota inteira do jornal reproduzida no final desta postagem). Fiquei imaginado aonde o jornalista achou esta preciosidade e, principalmente, quem é a bailarina da foto. Como não consegui descobrir consultando minhas fontes, resolvi perguntar aos blogueiros.

 

Empolgada com a leitura, resolvi também dar uma de fotógrafa. Fiz uma montagem: o Jornal Pessoal, a foto de Augusto Rodrigues, que ganhei de um amigo do extinto jornal A Província do Pará, e o troféu que homenageou os participantes da Gala Augusto Rodrigues, ocorrida em 9 de setembro de 1999.

 

Na voz de Nivaldo Fiuza e violão de Cássio Amanajás - este é o sobrenome correto do músico - Nasci para Bailar (de Paulo André Barata e João Donato) abriu a noite festiva que reuniu gerações de bailarinos em reconhecimento ao baluarte da dança paraense, no palco do Schiwasappa. O bailarino Jaime Amaral dançou um solo para o mestre e, na ocasião, outros precursores da dança na capital paraense também foram homenageados com troféus e apresentações de seus alunos, assim como os membros da diretoria da Associação Paraense de Dança (APAD), da qual eu fazia parte. O bailarino Rubem Meireles foi o idealizador e realizador do evento, junto comigo.

 

É interessante conhecer a história de Augusto Rodrigues. Pode-se dizer que ele foi quase autodidata no aprendizado da dança clássica, já que ensaiou seus primeiros passos durante as breves estadias das companhias européias que se apresentavam na cidade, resquícios da época áurea do Ciclo da Borracha. O mestre aprimorou o estudo em escolas de dança do Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras. Depois montou sua própria escola de dança em Belém. Dirigiu e produziu muitos espetáculos.

 

Uma de suas marcas como professor, lembram alguns de seus alunos, era a de ser exigente, especialmente com os bailarinos, dos quais cobrava virtuosismo nos saltos, característica da dança clássica masculina.

 

Ao pesquisar na internet sobre o assunto, deparei-me com uma agradável "coincidência". Também autodidatada, o Mestre Verequete, ícone da música popular paraense, representante maior do nosso carimbó, chama-se Augusto Gomes Rodrigues. Vejam só, temos dois "Augusto Rodrigues" na nossa história. Dança Clássica e Música Popular. Dois motivos de orgulho para os paraenses.

 

Mestre Verequete, parabéns pela justa homenagem recebida do governo federal! Augusto Rodrigues, parabéns pelas homenagens que a classe da Dança tem feito ao seu pioneirismo, talento e persistência!

 

Leitura necessária a do "Jornal Pessoal", Agenda Amazônica de Lúcio Flávio Pinto, que também merece bravos desta blogueira pela data comemorativa.

 

NOTA REPRODUZIDA DO JORNAL PESSOAL:

 

"Bailarina do Augusto"

Em 1955 o professor Augusto Rodrigues realizou o quinto dos famosos festivais do seu conjunto coreográfico, que funcionava anexo à Academia de Acordeon Alencar Terra, homenageando as "classes armadas" e o corpo consular. Quem será a bailarina da foto? (Lúcio Flávio Pinto).

 

SOBRE OS COMENTÁRIOS............................................................................................ LOUISE....... quem será a bailarina da foto? A gente vai descobrir. CAROL....... obrigada pelas lindas palavras e parabéns pela volta do "Flor do Asfalto", sempre poético, politizado e antenado. E volte a dançar, é tão bom quanto escrever. LENNE....... quero este livro emprestado. Adorei o que tu escrevestes, captastes exatamente o sentido do texto. Lembrar para não esquecer. Sempre. JEANETE...... é bom saber que a leitura te agradou. Volte sempre. RUBEM...... foi cansativo, mas extremamente compensador. Parabéns pela iniciativa. Lembro de você vestido de índio entregando as flores e o troféu para Augusto Rodrigues. Se depender de mim, o projeto continuará. É importante mostrar os talentos da nova geração e reverenciar o grande mestre. Sempre. Espero que desta vez a imprensa cumpra seu papel.

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 04:27
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Novembro 19 2006

post teste

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 04:36

Novembro 17 2006

Computador teclando sozinho.gif Abandonei meu blog por tanto tempo que quando resolvi voltar já não lembrava mais a senha de acesso. Meu "blog-sapo" resolveu se vingar de mim. Sorte que ele acabou me perdoando e aqui estou eu de volta, desta vez com a nova senha guardada no cofre, sugestão que me foi dada pelo blogueiro Pedro Nelito, último visitante e comentarista deste blog até o momento. Peço desculpas a ele e aos meus amigos reais e virtuais, anônimos ou não, que de vez em quando passam por aqui, olham, comentam e até me cobram para que eu não pare de escrever. Aos visitantes e comentaristas que dispensaram um tempinho do seu dia para passar por aqui, meu muito obrigada! Agradeço também a atenção que tenho recebido de alguns blogueiros. Ultimamente descobri ótimos espaços na internet. Em três destes blogs tive a honra de merecer postagens com boas vindas, com indicações de texto publicadas e tudo o mais. São eles:

 

 

Árbitro do Yúdice

Blog do Pedro Nelito

Blog do Barata

Yúdice, Nelito e Barata fazem eu me sentir em casa nos espaços virtuais deles. No blog do jornalista Augusto Barata então, além de me informar eu me divirto bastante. Lá tem comentarista para todos os gostos: alguns me amam e outros me odeiam. É bom saber que eu incomodo, porém seria mais interessante que eles viessem aqui despejar toda esta raiva... As discordâncias ensinam muito, até quando são recheadas de rancor. Comigo sempre foi assim, falo o que penso e o que acho certo. Não sei ser passiva, falo mesmo, doa a quem doer. Sou assim. Ponto. A todos, sem exceção, sejam bem-vindos!!! Lu.
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 07:21

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