Simplesmente Lu

Dezembro 31 2006

Anjinho da Lu.jpg

Amigos, desejo a todos um 2007 iluminado!!! Lu.

 

Ps: A arte da montagem é da jornalista e publicitária Ana Paula Andrade, repórter do Programa Básico da TV Cultura. Ela fez especialmente para mim e eu gostei tanto que decidi dividir com vocês. Ana Paula, receba meu carinho e meu muito obrigada; foi um dos melhores presentes que ganhei neste Natal. 

 

 

Ps2: Já foram publicadas cinco "virtudes", mas ainda faltam cinco. Informo aos amigos blogueiros que o prazo de entrega foi prorrogado para 15 de janeiro, pois, desta forma, todos poderão escrever os textos com bastante calma. Depois entregarei a colaboração da blogosfera papa-chibé à nossa futura governadora, Ana Júlia Carepa. Para quem não sabe do que se trata, convidei 10 blogueiros para escreverem sobre 10 desejáveis virtudes para a política cultural do PT no Pará. A idéia nasceu da análise crítica dos 12 anos da política cultural do governo tucano no Estado, feita pelo prof. Fábio Castro, do Departamento de Comunicação Social da UFPA, que sugeriu que eu ficasse à frente da campanha das virtudes. Os "10 pecados da política cultural do PSDB no Pará" foram inseridos nos Anais da Câmara Municipal de Belém, numa iniciativa da vereadora Vanessa Vasconcelos. Quem quiser conferir os "10 pecados" basta entrar no blog do professor:   Hupomnemata - Marcador: Política Cultural

 

Ps3: Quero agradecer ao blogueiro Pedro Nelito, meu um amigo virtual, pelos últimos posts que publicou, que fazem referência à campanha das virtudes: "Compromisso urgente" e  "Bailarinas & bailarinos & modéstia...". O endereço é Blog do Pedro Nelito  Meu muitíssimo obrigada por tamanha gentileza, Pedro. O vídeo é lindo!     
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 04:18

Dezembro 27 2006

10 DESEJÁVEIS VIRTUDES PARA A POLÍTICA CULTURAL DO PT NO ESTADO

</p>Quinta virtude: Os Sete Selos (ou “Quatro anos têm que compensar o que em 12 anos ficou faltando...”). </p></p>Texto: Hudson Andrade, ator e diretor da Companhia Teatral Nós Outros. </p></p>Blog do Hudson: Curia d'Arte</p></p>ATOR HUDSON  ANDRADE.jpg </p>

1.   HONESTIDADE
Eis que um homem saiu a caminhar. Tinha ele quatro anos para dar a volta ao
mundo, retornando ao ponto exato da partida. De si, um facho de luz, sapatos
confortáveis, um cajado onde se apoiasse, a roupa do corpo, mãos operosas e
uma cabeça fervilhando de idéias. Deveria atender a demanda de muitos,
dormir pouco, ouvir atentamente, falar com clareza. Essa talvez  a sua maior
virtude: suas palavras não teriam sentido diverso daquilo que expressavam e
por isso ele tinha sido escolhido para essa missão. Já outros o antecederam
e falharam exatamente neste ponto. O homem sabia – como seus antecessores –
que as pessoas gostavam de ouvir promessas, porque é da natureza humana ter
esperança; mas era seu dever ir além dos dizeres, não iludindo o povo com o
ouro falso da oratória vã e não comprometendo assim aquele que lhe enviara.


2.   SIMPLICIDADE
Consciente do poder que lhe fora conferido, o homem tivera dois caminhos a
escolher: deixar que o povo fosse até ele, que os receberia em dia e hora
acertados, atrás de uma grande mesa de madeira negra e lustrosa. Ricamente
vestido, ele sabia que muitos sequer levantariam os olhos na direção do seu
rosto, balbuciando meios pedidos e menosprezando suas próprias necessidades.
Por outra, sairia ele mesmo do templo. Nessa condição, estava certo do
escárnio de muitos que vêem a forma antes do fundo, e mais certo ainda de
que tudo o que lhe fosse dito seria a expressão da verdade, porque também é
da natureza dos homens se tratarem com irmãos quando se sentem acolhidos
entre os seus pares.


3.   EQÜIDADE
A ordem do seu senhor era de que servisse  a todos e a todos contemplasse.
Ele dissera ao homem que haveria grandes desejos, anseios equivocados,
necessidades reais, pequenos favores. Cada um deveria ser recebido e
justificado. Atendê-los significava buscar o interesse coletivo: um único e
soberbo edifício, ou vários menores e confortáveis, formando diversos
núcleos de trabalho e estudo? Pautas distribuídas pela relevância da obra,
ou pela pomba de seus participantes? Áreas públicas livres, limpas e
seguras, ou logradouros cercados de grades e taxas? Garantir o espaço de
cada um e os recursos necessários a sua manutenção era um trabalho complexo, mas perfeitamente exeqüível.


4.   SOLIDARIEDADE
Se é verdade que tempo é posto, é igualmente verdade que se alguém, ou grupo não receber oportunidades, nunca terá adquirido experiência bastante.
O homem então precisaria dar chances a todos e premiá-los pelos seus
esforços e méritos. Algumas decisões não pereceriam justas. Todas seriam
questionadas, por ser ainda da natureza humana pedir mais do que precisa e
colher onde não plantou (e isso não é privilégio dos menos humildes!), mas
sua decisão seria acatada, não que ele fosse infalível – porque humano –,
mas porque o precedia a fama de reto e justo.


5.   RESPONSABILIDADE
Firmemente preso à cintura o homem levava um saco de couro cru. Nas dobras
da roupa, papel e pena. No saco, parte do erário real que se destinava às
suas múltiplas atividades, que eram cuidadosamente registradas. As moedas
tinham uso variado, mas um único destino: tornar o povo mais ciente de si
enquanto cidadão. Como um lavrador, o homem espalhou livros, mapas,
tratados, códigos; mandou construir salas de estudo e trabalho, bibliotecas,
móveis, instrumentos musicais, peças de calçado e vestuário. Distribuiu
tintas, telas, pincéis e sapatilhas. Deu ainda condições de uso aos espaços
existentes, seja por equipamentos, seja por recursos humanos qualificados e
dedicados.
Através de edital afixado em placa pública, qualquer pessoa poderia
concorrer à ajuda real, reforçada por súditos abastados e zelosos do seu
país, por entenderem que o povo letrado e culto é mais livre e mais feliz. E
eram os próprios financiadores que decidiam com quanto e a quem iriam
auxiliar.
Em cada cidade havia um festival e bastava dobrar uma esquina para ser
tomado pela música, poesia e teatro. E mesmo na maior festa religiosa do
reino, quando cada grupo homenageava a padroeira conforme sua própria
filosofia, havia um cuidado especial do senhor – não sem alguns olhares de
esguelha! – para um grande cortejo promovido pelos artistas. E era tão belo
e verdadeiro o espetáculo que ele ficou conhecido por todo o país e muito
além dele, atraindo os descontentes, pois é da soberba humana denegrir,
macular, ou destruir o que é feito com alegria e fora de levianos
interesses.


6.   DISPONIBILIDADE
Algumas palavras não eram jamais pronunciadas pelo homem: “Não é possível!”,
“Não há condições!”, “Não temos espaço, ou verba, ou pessoal para isso...”,
“Seu pedido não atende o perfil do nosso trabalho...”, “Lamentamos
informar...”, precedido pelo irritante “Neste momento que o parabenizamos
pela iniciativa...”
Por outra, seus auxiliares possuíam carga horária a cumprir e a executavam
incontinenti, pois deveria ser da natureza humana ter responsabilidade com o
que lhe é próprio e maior responsabilidade ainda com o que é alheio. E, mãos
estendidas e sorriso franco – às vezes sob forte cansaço! – diziam sempre
“Pois não?”, “Em que posso ajudar?”, “Sou eu quem deve ajudá-lo nessa
tarefa!”, “Por favor, disponha de meus serviços!”, “Todos aqui são
responsáveis por todas as atividades do espaço!”, “Será providenciado
imediatamente!”.
Os bons serviços de uns tornavam fácil o bom serviço dos outros e todos
terminavam suas atividades com a certeza do dever cumprido e a felicidade
natural que isso acarreta.


7.   CONFIABILIDADE
Eis então o homem de volta ao local de onde partira quatro anos antes.
Chegara no dia e hora combinados. Nada de seu se perdera porque por onde
passava havia quem o acolhesse e o salário por seus serviços. Nada de mais
nem de menos. Estava cansado, é certo, mas realizado. E o povo todo lhe
pediu que ficasse e que estivesse com eles mais quatro anos. Com um sorriso
bondoso o homem recusou. Já cumprira sua cota na obra do seu senhor e era
tempo de ser substituído por outro, mais jovem, com um novo entusiasmo,
novas idéias e mãos ainda mais ativas. Seu senhor também descansaria, pois o cetro que passa de mão recebe impulso novo e jamais se acomoda!


Ps: Em destaque na foto o ator e diretor Hudson Andrade, por Yúdice Randol Nascimento, que captou a imagem durante apresentação do auto natalino no dia oito de dezembro de 2006.

Ps2: Hudson Andrade interpreta o Diabo em cena de O Glorioso Auto do Nascimento
do Cristo-Rei,
do qual assina também a dramaturgia. Ver programação:
O Glorioso Auto do Cristo-Rei/2007 É a terceira versão do terceiro espetáculo da Companhia Teatral Nós Outros – sua cria mais legítima! –, que em março de 2007 completa cinco anos de atividades. Neste ano, com o subtítulo O Terceiro Milagre, o auto goza do patrocínio da Sol Informática através da Lei Semear, o que possibilitou um investimento interno em equipamentos e, sobretudo, pessoal, de grande valor. Ao longo de todo o ano foram realizadas oficinas internas de percussão (João Paulo Cavalcante), figurino, cenário e adereços (Aníbal Pacha) e preparação corporal e performance (Ana Flávia Mendes) visando dar aos atores subsídios para o exercício de uma arte feita de suor e dedicação, demonstrando que o exercício do ator é um processo de muito aprendizado e treinamento, que, aliado ao talento, torna o profissional do teatro capaz de suspender a respiração da platéia com um olhar, ou a mão erguida ao céu. Para todos Nós Outros a jornada apenas começou, mas seremos fiéis ao nosso lema: Ninguém pode sair de nossos espetáculos do jeito que entrou!

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 18:58

Dezembro 26 2006

10 DESEJÁVEIS VIRTUDES PARA A POLÍTICA CULTURAL DO PT NO ESTADO

 

 

Quarta virtude: Modéstia.

 

Texto:

Rose Monteiro, professora, bailarina e coreógrafa. Especialista em Pedagogia do Movimento Humano.

Luciane Fiuza de Mello, ex-bailarina e estudante de Jornalismo.

Rubem Meireles, bailarino e coreógrafo; professor do Núcleo Pedagógico Integrado da UFPA.

 

JAIME AMARAL.JPG

PRÓLOGO

"Narciso acha feio o que não é espelho". (Caetano Veloso)

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 18:19

Dezembro 23 2006

FELIZ 2007!.jpg

Desejo um Natal virtuoso e um 2007 de muita luz para todos. Lu.

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:21
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Dezembro 23 2006

Tango.jpg

Te convido para uma dança
Estou de mãos vazias
Vence quem der o primeiro passo
Largo
Preciso
Passo que me enlace
Me passe pra frente
Corpo a corpo com o inimigo -
Bendito
Doce ardil dos soldados cansados
Que aceitam os afagos sem pestanejar

Eu sou teu
Faça bom proveito
Agora que meu passo se acerta
Me liberta do vazio

Nossas pernas juntas:
Doce coreografia
Dos corpos que se reconhecem
E tecem cortinas de vento

Nossos passos oferecem o jogo do amor
Para olhos famintos
Como um tango eu te seduzo
Te uso para me salvar
Te faço bailarina de minhas dores
E amores voltam a fazer sentido

Bailamos livres
Crianças em tobogãs
Suados
, cansados
Felizes como doces aprendizes
A desfilar histórias
Nos salões das glórias incontidas. Raul Franco (ator, diretor, escritor e poeta).

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 17:44
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Dezembro 22 2006

Rubem.jpg


O Grupo Coreográfico da Unama apresenta hoje, dia 22, às 18 horas, no São José Liberto, o espetáculo de dança É Natal! A apresentação é o resultado final das turmas de formação de bailarino e as coreografias dividem-se em três momentos: A Escrava e o Mercador (pas de deux do ballet "Les Corsarie"), As Quatro Estações (sendo que o inverno festeja a chegada do Natal, onde a principal cena é o grand pas de deux "A Fada Açucarada e o Príncipe Quebra Nozes", que simboliza o espírito natalino) e o Free Jazz (com as alunas do grupo coreográfico). As coreografias são de repertório tradicional e ballet clássico. Músicas de Vivaldi, Drigo e Tchaikowisky, entre outros. Direção e coreografia de Rubem Meireles. Entrada franca.


Ps: Na foto, o Grupo Coreográfico dançando "La Bayaderè". Arquivo da bailarina Roberta Figueiredo. 
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 14:05

Dezembro 22 2006

dina nina e hugo nino 2.jpg

                                                              JOÃO E MARIA

Chico Buarque/Sivuca - 1977

 

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

 

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei

A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

 

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

 

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim

 

Ps: A produção da cia. de dança Tribos Balé Teatro convida:

 

Venha participar do "Lançamento do Samba Enredo 2007" do Grêmio Recreativo Escola de Samba Piratas da Batucada, que traz o seguite tema:

 

Data: 22/12/06 (sexta-feira).

Local: Quadra de Samba Piratas da Batucada.

Endereço: Av. Pedro Miranda, 2430 (Em frente à Escola Salesiano do Trabalho).

Horário: 22h.

Informações: 99660101 / 96055360.

Estamos aguardando você e sua família !!!

"Maurício Quintairos em Cena. Tribos! O Espetáculo da Amazônia".
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 02:18
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Dezembro 21 2006

LENNE SANTOS.JPG

Recentemente assisti a um filme que recomendo: A Casa do Lago. Um filme romântico sobre o esperar, ou melhor, sobre o tempo de esperar. Um casal de solitários, Alex e Kate, se apaixona, apesar de viver em tempos diferentes. A certa altura da história, o amor parece impossível, mas como para um bom filme romântico nada é impossível, Alex e Kate se encontram em um tempo especial. Mas não vou contar todo o filme, sugiro que assistam.

</p>Quero falar um pouco sobre o sentimento que o filme despertou em mim. Muitas vezes pressionados pelo nosso orgulho teimamos em querer coisas, teimamos em querer que essas coisas aconteçam logo, no nosso tempo, na nossa hora. E quando isso não acontece, sofremos. Eu quero agora! Tem de ser já! Porque ainda não comigo? Parece que a urgência virou a grande companheira de viagem.</p></p>Quando trabalhava numa rádio como DJ na "Lagoa Dourada FM", de Ponta Grossa (PR), aprendi o quanto dava para fazer em três, quatro minutos. Era o tempo entre uma música e outra que aproveitávamos para fazer lanche, bater papo com os colegas, etc. Quando voltava ao estúdio ainda tinha trinta segundos, tempo de sobra para preparar tudo para o próximo bloco: música e comerciais. Ah, o tempo!!! Como o usamos mal, às vezes.</p></p>Tenho aprendido (penando, é claro) que é preciso saber esperar, porém, sem acomodar-se. Andar um passo de cada vez e chegar aonde se quer. </p></p>Outro dia, encontrei, aqui mesmo nesse louco mundo virtual, um amigo com o qual não falava há 13 anos. A amizade e a cumplicidade eram as mesmas de uma década e meia atrás. Nos falamos como se a última vez tivesse sido ontem.</p></p>Já passei também pela experiência de iniciar, viver e acabar uma paixão em apenas dois meses...  Ah, o tempo!</p></p>Lenne Santos.</p></p>Ps: Na foto, Lenne Santos sob a lente singular de Janduari Simões.</p>
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:21
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Dezembro 19 2006

Aula_inaugural_Prof. Walter 2_2006.JPG

 

COM A PALAVRA... (Editorial do primeiro informativo do NPI, ano I, nº 0).

 

O grande desafio para um educador que assume o cargo de gestor da Educação Básica na Universidade Federal do Pará é revitalizar políticas educacionais que apontem para a melhoria da qualidade de ensino e que dêem uma formação sólida aos educandos. O Núcleo Pedagógico Integrado, atualmente reconhecido como Unidade Acadêmica Especial pelo recém aprovado Estatuto da Universidade Federal do Pará, na condição de Escola de Aplicação, tem como objetivo precípuo constituir-se no seu conjunto como espaço privilegiado para o desenvolvimento de práticas pedagógicas dinâmicas e inovadoras.
 
O tempo determina o curso da história, entretanto o tempo perdido rompe com a trajetória histórica do ser humano. Pensar a educação em todos os sentidos pressupõe analisar melhor o tempo ganho, aproveitado e concebido pela interpretação e ação humanas. Existem várias formas de aproveitar o tempo, de criar e recriar momentos que, certamente marcam a vida de cada indivíduo, como, por exemplo, o momento único desenvolvido pelas atividades aplicadas na Educação Básica, que deixa impressões que nunca serão apagadas das mentes dos que estão envolvidos, particularmente os alunos e seus professores.
  
Educar requer tempo, porém é essencial ultrapassar as barreiras da intransigência de espíritos legalistas que não conseguem analisar o que significa exercer a função de educador que tem compromisso com a qualidade no desenvolvimento de suas atividades, principalmente quando são desenvolvidas no espaço-tempo da Educação Básica.
 
A estrutura educacional deste país apresenta fragilidade devido às entorpecidas atitudes e à falta de compromisso de muitos dos agentes envolvidos com o ensino básico. Esquecemos as nossas bases, nos distanciamos do período mais lúdico da vida de um indivíduo, rompemos as pontes do conhecimento e, acima de tudo, exercemos exclusivamente o papel de professor, sem colocar em prática o papel de educador. Pulamos o muro que não nos pertence e caminhamos em direção a um objetivo que não é o nosso. Lutamos em vão por um lugar que não representa a nossa realidade. Quando nos dermos conta da importância que tem a Educação Básica em nossas vidas profissionais e no mundo acadêmico, seguramente seremos mais respeitados em nossas atitudes.

Walter Silva Júnior - Diretor do NPI (Escola de Aplicação da UFPA)

Ps: Na foto, Walter S. Júnior fala para alunos da escola durante aula inaugural no NPI (2006). Foto do arquivo da escola, editada por Ana Carolina Rocha, ex-aluna. Sou bolsista de lá, indicada pela jornalista Lenne Santos, que trabalha como voluntária e é a editora do informativo.  

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 03:52
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