Simplesmente Lu

Outubro 28 2007

Nas fotos abaixo, o fotógrafo Bruno Gomes registra momentos de Intrínseco - Conflitos e Cumplicidades, com a Joca Vergo Cia de Dança. Em cena, Joca Vergo e Marilice Bastos, intérpretes-criadores do espetáculo, que conta com Jacqueline Pinzon na direção de atuação; ao lado de Joca, ela também assina a direção cênica. Fiquei encantada com as fotos, que são um espetáculo a parte (Cris, agora deu mais vontade ainda de assistir...) - elas estão no seguinte endereço: http://brunofcg.multiply.com/photos/album/52 Posso afirmar que fazer foto de dança não é fácil; encontrei poucos fotógrafos com essa sensibilidade. E Bruno está de parabéns. Mesmo sem assistir, dá pra sentir um pouco da essência de "Intrínseco" através do olhar dele sobre o espetáculo. Uma prova disso é o comentário de Jacqueline Pinzon, retirado do albúm virtual do fotógrafo: "Nossa, as fotos ficaram belíssimas! Parabéns pela inventividade. Normalmente não gosto de 'invencionices' nas fotos das performances, como se o fotógrafo quisesse competir com o espetáculo. Mas neste caso, os enquadramentos e a composição que tu utilizas, trouxeram um novo olhar pro nosso trabalho, e revelou alguns significados que estavam velados e outros tantos que nem haviam nos ocorrido."

 

Faz um bom tempo que conheço e admiro o trabalho do gaúcho Joca Vergo, que já esteve por terras paraenses mostrando sua arte. Para esta montagem, Joca convidou a cantora Elinka Matusiak e violoncelista Tiago Ketzer. Bem ao seu estilo, já que ele sempre trabalhou muito bem a dança com outras linguagens artísticas. Por e-mail, Joca me contou que está feliz com a sua nova criação, a qual está sendo bem recebida pela classe artística e pelo público em geral. Ele disse ainda que sente que chegou na sua maturidade cênica e coreográfica.  Mais sobre a Joca Vergo Cia de Dança no http://www.jocavergociadedanca.com/index.html 

  

Joca Vergo & Cia

Joca Vergo & Cia

Joca Vergo & Cia

Joca Vergo & Cia

 

Trajetória de sucesso -  O trabalho do gaúcho Joca Vergo tem reconhecimento nacional na área da dança contemporânea e, ultimamente, tem sido aclamado internacionalmente. O "balé aéreo" (Acrobacia Aérea em Tecido) é um dos grandes destaques de algumas de suas montagens coreográficas. Com técnicas de rapel e de dança, as formas inusitadas desenhadas no ar, através de coreografias compostas pelo tecido e pelo corpo do bailarino, em perfeita sincronicidade, lembram o movimento dos trapezistas. A utilização de diversas linguagens artísticas nas concepções dos seus espetáculos é característica marcante do seu trabalho, que mescla com criatividade todas estas vertentes e  acrescenta elementos cênicos que complementam a leitura coreográfica dos espetáculos.

 

Joca Vergo  residiu por alguns meses no Pará, ministrando cursos, dançando, ganhando prêmios e fazendo amigos. Foi, inclusive, escolhido como o melhor coreógrafo em uma das edições do Festival Internacional de Dança da Amazônia (FIDA). Em 2006, a frente da  Joca Vergo Cia de Dança, o bailarino participou de dois festivais na Colômbia, ganhou o troféu Açoiranos de Dança e foi contemplado com um prêmio de intercâmbio, concedido pelo Ministério da Cultura (MinC). Foi a única representante do Brasil no 8º Festival de Teatro Callejero de Messitas em El Colégio (Colômbia, outubro de 2006). Na ocasião, a companhia apresentou "Fragmentos Personários", espetáculo poético-musical que é uma grande confraternização das artes cênicas (poesia, teatro, música, dança e técnicas aéreas) na  celebração das lembranças da vida de um palhaço veterano. Vale a pena conferir o trabalho desse artista multifacetado!

  

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 05:05
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Outubro 23 2007

 

 

 
Amo essa música do U2 (Stay - Faraway, So Close), tema do filme homônimo dirigido pelo cineasta alemão Win Wenders, que também dirige o clipe. Não sei se a música foi feita para a película, mas a letra tem tudo a ver com ela, que fala sobre seres humanos e angelicais de uma forma tocante. Encontrei algumas informações sobre o assunto no site da Agência Rio de Notícias: 

  

 

 

Por Marcella Vieira 

 

 

“Ao ganhar a Palma de Ouro em Cannes por ‘Paris, Texas’ em 1984 e dirigir filmes como ‘Asas do Desejo’ e ‘Até o fim do mundo’, o alemão Win Wenders tornou-se um dos símbolos maiores do cinema cult. Suas constantes parcerias com o U2 (Wenders é amigo pessoal do vocalista Bono Vox) conferiram a ele, além do status de cult, a imagem de diretor pop (no sentido mais moderno e hype da palavra). Não é raro vermos clipes da banda irlandesa dirigidos por ele e com referências a seus filmes. Stay, canção do álbum do U2, ‘Zooropa’ (1992), é dirigido por Wenders, sua ‘historinha’ é baseada em ‘Asas do Desejo’ e seu subtítulo – Faraway, So Close (Tão longe, tão perto) é nome de uma produção de 1993 do diretor. A lista de conexões é, enfim, extensa. Suas produções, mesmo impregnados com uma visão tipicamente européia, conquistaram até mesmo Hollywood que produziu um remake água-com-açúcar de ‘Asas do Desejo’, com direito a Meg Ryan – rainha das comédias românticas - no papel principal: ‘Cidade dos Anjos’. E, não por acaso, há uma canção do U2 também na trilha sonora deste filme. (...)”

 

 

Faraway, So Close!

Movie poster
Directed by Wim Wenders
Produced by Ulrich Felsberg
Michael Schwarz
Wim Wenders
Written by Richard Reitinger
Wim Wenders
Ulrich Zieger
Starring Otto Sander
Bruno Ganz
Heinz Rühmann
Peter Falk
Nastassja Kinski
Willem Dafoe
Solveig Dommartin
Rüdiger Vogler
Music by Laurent Petitgand
Nick Cave
Laurie Anderson
Lou Reed
Cinematography Jürgen Jürges
Editing by Peter Przygodda
Distributed by Sony Pictures Classics
Release date(s) France 18 May 1993 (Cannes Film Festival)
France 1 September 1993 (wide)
Germany 9 September 1993
United States December 21, 1993
United Kingdom 1 July 1994
Running time 144 min. (German)
140 min. (U.S.)
Country Germany
Language German
French
English
Italian
Russian
Spanish
Preceded by Wings of Desire

 

 

File:Stay alt cover.jpg

 

Fonte: Wikpedia 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 02:40
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Outubro 22 2007

Joca Vergo & Cia

 

Recebi um e-mail do meu amigo  Joca Vergo (foto) divulgando a nova temporada do espetáculo Intrínseco - Conflitos e Cumplicidades (release abaixo). Se eu pudesse estar em Porto Alegre para assistir...

 

"Interagir com várias linguagens das artes cênicas é a principal proposta desenvolvida pela Joca Vergo Cia de Dança em seu novo trabalho, Intrínseco, Conflitos e Cumplicidades', volta a cartaz 26, 27 e 28, de outubro, Teatro Bruno Kiefer CCMQ, às 20h, em Porto Alegre.

 

Protagonizado pelos bailarinos Joca Vergo e Marilice Bastos, a montagem tem direção de Jaqueline Pinzon/Joca Vergo e trilha sonora executada ao vivo pela cantora Elinka Matusiak e pelo violoncelista Thiago Kreutzer. Tendo como base as pesquisas corporais de Martha Graham, a tradição do balé clássico e as tendências contemporâneas, o coreógrafo e bailarino potencializa a dança, fazendo-a interagir com outras expressões da arte. 'Intrínseco: Conflitos e Cumplicidades'  pode ser definido como uma parábola do relacionamento humano (ou da impossibilidade deste) no mundo contemporâneo.

 

Joca Vergo encontrou no escritor Desmond Morris definições que o auxiliaram na criação da sua obra. De acordo com o coreógrafo, quando Moris diz que 'ser íntimo, significa estar próximo', ele não se refere apenas ao puro contato físico, mas também às outras inúmeras formas de contato. Morris entende o contato como veículo de troca de emoções, por meio de abraços e até por um simples aperto de mãos; e, para o escritor, quando esses meios não são disponíveis, o contato ocorre por vias mais indiretas: desde cigarros e jóias, pela manicure, com objetos, mesas, cadeiras e até mesmo o espaço  funcionam como substituto de intimidade."

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 21:09
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Outubro 22 2007

Joca Vergo

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 20:56
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Outubro 21 2007

sapatilhas

 

"Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"

(Isadora Duncan)

  

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 18:29
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Outubro 19 2007

jornais

 

Hoje eu li um ótimo artigo no blog do Val-André Mutran (Pelos Corredores do Planalto), do jornalista Davis Sena Filho (http://blogdovalmutran.blogspot.com/2007/10/foto-val-andr-davis-sena-filho.html). A leitura nos faz refletir sobre a função básica do Jornalismo. Está tão difícil encontrar um jornal "de verdade", ou seja, o mais próximo possível do que é ser imparcial. O que se vê, infelizmente, são periódicos cada vez mais longe dessa realidade, cada vez mais distantes do seu papel primordial: servir aos interesses da sociedade. Juvêncio de Arruda, do Quinta Emenda, volta e meia bate na mesma tecla no seu blog. E com que categoria! É que o Ju arrasa tanto nos posts quanto nos títulos. Um exemplo disso é o post "Violas e Pães":

(http://quintaemenda.blogspot.com/2007_10_01_archive.html#3394883298429760985).

 

Nesse ponto vejo a importância da existência dos blogs, que, livres das amarras publicitárias e dos "grandes" interesses, cumprem a função básica do Jornalismo: buscar a verdade e informá-la. Parece tão simples, mas na prática não é bem assim... Basta lembrar da luta do jornalista Lúcio Flávio Pinto, uma fonte de inspiração para todos que desejam trilhar o caminho correto da profissão.  Preciso tirar o chapéu mais uma vez para o Lúcio, que completa 20 anos de jornalismo independente (Jornal Pessoal), quinzenalmente (e inacreditavelmente) nas bancas, cheio de processos judiciais, porém, firme e forte, sempre. Ele não sucumbe a outros interesses, senão aos legítimos de sua profissão. Jornalistas dessa estirpe quase não se vê hoje em dia. Quase não se lê nos jornais... Volto mais uma vez aos blogs. 

 

Acabo de conhecer, por indicação do jornalista Augusto Barata, um espaço virtual bem interessante, feito por estudantes: http://www.focaslinguarudos.blogspot.com/ Fico feliz de saber que essa nova geração está questionando, falando, fazendo e acontecendo. Nas aulas da federal sempre reclamei disso, da acomodação da maioria dos meus colegas. Os "focas linguarudos" dão um novo ânimo para todos nós.

 

Termino minhas divagações com um trecho do artigo do Sena Filho:

 

"(...) Meus caros amigos, aqueles que concordam ou não comigo, a imprensa é necessária e tem de ter liberdade para informar, mas não deve e não pode tomar partidos, defender grupos e tentar pautar as instituições republicanas. Ser jornalista não é sinônimo de ser intelectual, dono e juiz da verdade, infalível ou senhor do poder. Ser jornalista é ouvir e compreender, se for possível, o pensamento, as idéias, os ideais, as opiniões, as teses, os projetos, os programas, os propósitos, as atitudes, as ações e até mesmo as ideologias dos atores sociais, políticos e econômicos.

O jornalista é a ponte que une o ator social e a informação à população, ao povo, apenas isso e nada mais. Se o jornalista quer pautar a sociedade e as suas instituições ele já tomou partido, e, como o nome diz e explica, partidas serão suas opiniões.(...)"

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 22:06

Outubro 18 2007

 

                        

("Pure Morning" - Placebo)

 

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:41
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Outubro 18 2007

anjo sem asas

 

“É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação, mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio — já estudei matemática que é a loucura do raciocínio — mas agora quero o plasma — quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar, pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? Ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração (...)

 

Só no ato do amor — pela límpida abstração de estrela do que se sente — capta-se a incógnita do instante que é duramente cristalina e vibrante no ar e a vida é esse instante incontável, maior que o acontecimento em si: no amor o instante de impessoal jóia refulge no ar, glória estranha de corpo, matéria sensibilizada pelo arrepio dos instantes (...)

 

Meu tema é o instante? Meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos — só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim (...)

 

É de uma pureza tal esse contato com o invisível núcleo da realidade (...). O mundo não tem ordem visível e eu só tenho a ordem da respiração. Deixo-me acontecer (...)”.

 

(Trechos de “Água Viva”, de Clarice Lispector)

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 05:41

Outubro 17 2007
Louise Fiuza           

         Não há nada que eu fale ....

         Que você não escute

         Não há nada que eu conte...

         Que você não escute

         Não há nada para falar

         Sobre a forma como eu te amo

         Não há nada...

 

         Ass:  Louise Fiuza

 

 

         PS: Participação especial da minha sobrinha amada.

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:28
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