Simplesmente Lu

Junho 02 2011

 

Na dança das cores

Formam-se imagens cheias de graça
Gestos e movimentos
Na mistura das tintas
Verdadeiro encontro com o movimento
Nas cores primárias, gestos singulares
Estado de graça

Em cada passo, esparso o prazer
Em cada cor, sentir e querer
Ser verdadeiro
Ser colorido

Na dança e nas cores o mundo é vivo
É gesto, é corpo

No suor do arrepio
Batida intensa e a cor se condensa
Fundindo os seres em formas dispersas
Na dança das cores tudo é graça.

 

(Poema a quatro mãos: Yasmim Uchôa e Luciane Fiuza)
PS: publicado originalmente em Palavras em Teia, o blog da Yasmim.
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:09
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Fevereiro 02 2011

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 17:27

Novembro 23 2010

 

       

 

     "E celebro todo dia o meu direito de ser boba...
                            

                         Tatuando poesia no céu da minha boca."

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 13:06
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Novembro 03 2010

noite de saudade - luiz fernando melo - olhares.com

"Permita que eu feche meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando, pus-me a esperar-te,
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo."

Cecília Meireles

Fonte: http://pedradealquimia.blogspot.com/

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 15:10
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Setembro 06 2010

 

Renova-te
Renasce em ti mesmo
Multiplica os teus olhos para verem mais
Multiplica os teus braços para semeares tudo
Destrói os olhos que tiverem visto
Cria outros para as visões novas
Destrói os braços que tiverem semeado
Para se esquecerem de colher
Sê sempre o mesmo
Sempre outro
Mas sempre alto
Sempre longe
E dentro de tudo.

 

Cecília Meireles

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 02:49
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Agosto 17 2010

 

(trecho de carta enviada por Clarice Lispector para a sua irmã)

 

Berna, 02 de janeiro de 1947.

 

Querida,

 

Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias.
Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades — depois disso fica-se um pouco um trapo.

Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar e contar experiências minhas e de outras pessoas. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Eu mesma não queria contar a você como estou agora, porque achei inútil

(…)

Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo o interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu… em que pese a comparação… Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões – cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante.

(…)

Uma amiga, um dia, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: “Você era muito diferente, não era?”. Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinquenta anos. Tudo isso você não vai nem sentir, queira Deus. Não haveria necessidade de lhe dizer, então. Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que faz um pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – esse é o único meio de viver. Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia – será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para mim. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma.


Tua Clarice.

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 15:56
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Junho 29 2010

 

 

[lua-1111111.jpg]

 

 

"Miro a lua e junto enxergo as estrelas

 

Entre tantos brilhos orando te vejo

 

Rodeada do infinito céu sem fronteiras

 

Anjo feminino com meu coração lhe beijo."

 

(Lex)

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 23:56
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Maio 18 2010

pas de deux
Pousa um momento
Um só momento em mim,
Não só o olhar, também o pensamento.
Que a vida tenha fim
Nesse momento!

No olhar a alma também
Olhando-me, e eu a ver
Tudo quanto de ti teu olhar tem.
A ver até esquecer
Que tu és tu também.

Só tua alma sem tu
Só teu pensamento
E eu onde, alma sem eu. Tudo o que sou
Ficou com o momento
E o momento parou.

(Fernando Pessoa)
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 20:19
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Maio 14 2010


 

Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.


Clarice Lispector

 

 

Sobre cada dia ela se equilibrava nas pontas dos pés, sobre cada frágil dia que de um instante para outro poderia se partir e cair em escuridão. Mas ela milagrosamente o atravessava e exausta de alegria e cansaço chegava a dormir para o dia seguinte surpreendida recomeçar.

Clarice Lispector

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 05:15

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