Simplesmente Lu

Dezembro 06 2006

10 DESEJÁVEIS VIRTUDES PARA A POLÍTICA CULTURAL DO PT NO ESTADO

Primeira virtude: Profissionalismo. Texto: Edyr Augusto Proença, jornalista, escritor e teatrólogo.

 Link do blog do Edyr Augusto - POLAROADS

FOTO Shirley Penaforte.JPG Pensando bem, tenho é medo de idealistas. Têm idéia fixa, explodem emoções, kamicases. Prefiro os profissionais. É de Profissionalismo na Gestão Cultural que estamos precisando. Profissionais podem e até devem ter uma dose razoável de idealismo, seja pela atitude profissional, seja pelo nobre objetivo que é atuar no serviço público. A Cultura, ao longo dos últimos doze anos, tomando esse período apenas como exemplo, no resto do mundo, tornou-se mola propulsora de negócios. Com a tecnologia diminuindo as distâncias, há mais troca de informação. Há, inevitavelmente, invasão, dominação. Deveríamos dizer que não há fronteiras, mas a verdade é que elas não existem, somente quando quem é invadido nada tem a oferecer de consistente para troca, tendo como resultado algo absolutamente novo. Se o Brasil erra ao chamar políticos para ministros e estes, seus correligionários, em cascata, somos atingidos. Se atinge o Ministério da Cultura, evidentemente atinge também a Secretaria de Estado da Cultura e a Fumbel. Nosso assunto é Cultura, certo. A gestão é amadora. Totalmente. Pior, com a falta de Cultura dos últimos doze anos, sua importância caiu assustadoramente, sendo confundida com lazer. O resultado é que estamos à mercê das invasões culturais. Nesse cenário de vale qualquer coisa, as pequenas reações vêm de pequenas articulações do povo, que se expressa na medida da Educação que não recebe. Da Cultura que não tem. Da Fome, Desemprego e outras mazelas. Há várias manifestações, mas o brega é bem evidente, com suas letras esdrúxulas, de duplo sentido, melodias ruins, instrumentos e cantores que dão como que um grito de socorro. Precisamos de Profissionalismo na Gestão Cultural. De alguém que avalie o quadro em que estamos. O tamanho desse Pará. Que desenvolva ações imediatas, que sirvam de alento a quem agoniza, mas sobretudo, ações bem fundamentadas, construindo algo sólido, na direção do mercado cultural, onde artistas tenham onde e para quem mostrar sua arte e o povo tenha onde e de quem receber Cultura. Alguém que tenha em sua equipe técnicos profissionais, capazes. O prejuízo causado nos últimos doze anos precisará de pelo menos o dobro disso para ser recuperado. Mas sem profissionalismo, cairemos em outra desgraça. Trocará apenas a figura do Secretário. Profissionalismo, por favor. Sem discutir ideologia, poder, essas coisas. Estamos muito frágeis. Precisamos de alento. Profissionalismo na gestão cultural. Alguém que determine um objetivo único, para todos os órgãos do setor atuarem de maneira orquestrada e segura, atendendo as demandas. Profissionalismo, por favor. Assim, teremos condições de, em alguns anos, enfrentar de igual para igual qualquer invasão. Ter o que oferecer em troca. Fifty Fifty, yes. Profissionalismo, já. PS: A bailarina da foto é Louise F. de Mello, durante ensaio fotográfico (2004) com a expert Shirley Penaforte. PS2: Louise foi escolhida para este post porque é uma aluna extremamente aplicada no colégio, uma bailarina responsável, dedicada e "profissional" - como o Paulo, um amigo, gostava de falar. Que a pequena bailarina sirva de exemplo.
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 21:01

LOUISE. Siga seus objetivos. Continue estudando para ser uma bailarina linda e consciente. Parabéns por respeitar o trabalho de seus mestres. Beijinhos.
Luciane Fiuza de Mello a 8 de Dezembro de 2006 às 03:07

obrigada pelos comentários e pela homenagem feita pela tia lu.
acho que ainda não sou profissional, sou iniciante,mas tem pessoas que já me consideram profissional.O importante para ser profissional é se esforçar durante as aulas,e se inspirar nas grandes bailarinas,como a Vera Torres,foi com ela que eu aprendi como o ballet e a música clássica são importantes nas nossas vidas.
louise a 8 de Dezembro de 2006 às 02:27

Parabéns, Edyr. Sensato e inspirado como sempre. Abraço grande.
Fabio a 7 de Dezembro de 2006 às 21:30

Muito legal...
acho muito importante que as pessoas tenham responsabilidades e dedicação desde criança, será muito util no futuro, lhe tratá benefícios, formando assim profissionais de alta qualidade.
Lilika a 7 de Dezembro de 2006 às 16:56

SILVIA. Idéias nós temos. E muitas. Só espero que dessa vez nos ouçam ou teremos que fazer uma revolução. A cultura paraense merece. Eu concordo plenamente contigo, a Louise é linda e profissional. Bjs.
Luciane Fiuza de Mello a 7 de Dezembro de 2006 às 14:38

Como diz o Barão de Itararé! "Não é triste mudar de idéias;triste é n ter idéias para mudar." A bailarina da foto n so é linda como tb profissional, bjs louise!!!!!
Silvia Campagne a 7 de Dezembro de 2006 às 13:06

Como diz o Barão de Itararé! "Não é triste mudar de idéias;triste é n ter idéias para mudar." A bailarina da foto n so é linda como tb profissional, bjs louise!!!!!
Silvia Campagne a 7 de Dezembro de 2006 às 13:05

EDYR. E por isso foram se acabando...
Luciane Fiuza de Mello a 7 de Dezembro de 2006 às 03:17

O pior é que trocavam tudo o que tinham de bom e verdadeiro, por espelhinhos...
Edyr
Edyr Augusto a 7 de Dezembro de 2006 às 03:05

Edyr, sua análise sobre profissionalismo e mercado cultural nos ajuda a entender melhor este processo de aculturação que estamos vivendo. Não sei se a direção do meu pensamento sobre o tema está correta. Li no seu blog um artigo que fala de como o axé music, com o apoio do poder público baiano, começou aos poucos a invadir outras praias. Penso que esse processo tem etapas que não podem ser rompidas: se você não tem estímulo, investimento, dentro da sua tribo, fica bem mais difícil conquistar novos mercados porque para poder chegar a tal nível de competição é preciso mostrar apuro técnico e conhecimento mercadológico. Porém, para se obter este apuro, além de talento (às vezes isso nem conta), tem de haver profissionalismo, que envolve conhecimento de causa, muito estudo, saber teórico-prático... Isso só é possível com investimentos em cursos, oficinas de aprimoramento, intercâmbio, ou seja, com uma política cultural que ampare essas ações. Como ser profissional sem estes atributos? Se nossos artistas têm essas lacunas, fatalmente acontecerá o que você falou, Edyr, daremos espaço para o novo, como por exemplo, para a música baiana. E vamos passar a ser consumidores desta novidade. Se “quem é invadido nada tem a oferecer de consistente para troca”, o resultado só poderá ser “algo absolutamente novo”, mesmo que esta novidade não tenha grande valor cultural. Precisamos urgentemente sair do amadorismo na gestão cultural do Pará, que acaba determinando o amadorismo dos artistas. Não basta o gestor cultural entender bem de uma determinada área se não tiver esta visão do todo, se não houver ética, postura profissional. Ou acabaremos piores do que alguns de nossos ancestrais indígenas, que só permitiam que “invasores” se aproximassem se houvesse a troca.
Luciane Fiuza de Mello a 7 de Dezembro de 2006 às 01:07

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