Simplesmente Lu

Outubro 19 2007

jornais

 

Hoje eu li um ótimo artigo no blog do Val-André Mutran (Pelos Corredores do Planalto), do jornalista Davis Sena Filho (http://blogdovalmutran.blogspot.com/2007/10/foto-val-andr-davis-sena-filho.html). A leitura nos faz refletir sobre a função básica do Jornalismo. Está tão difícil encontrar um jornal "de verdade", ou seja, o mais próximo possível do que é ser imparcial. O que se vê, infelizmente, são periódicos cada vez mais longe dessa realidade, cada vez mais distantes do seu papel primordial: servir aos interesses da sociedade. Juvêncio de Arruda, do Quinta Emenda, volta e meia bate na mesma tecla no seu blog. E com que categoria! É que o Ju arrasa tanto nos posts quanto nos títulos. Um exemplo disso é o post "Violas e Pães":

(http://quintaemenda.blogspot.com/2007_10_01_archive.html#3394883298429760985).

 

Nesse ponto vejo a importância da existência dos blogs, que, livres das amarras publicitárias e dos "grandes" interesses, cumprem a função básica do Jornalismo: buscar a verdade e informá-la. Parece tão simples, mas na prática não é bem assim... Basta lembrar da luta do jornalista Lúcio Flávio Pinto, uma fonte de inspiração para todos que desejam trilhar o caminho correto da profissão.  Preciso tirar o chapéu mais uma vez para o Lúcio, que completa 20 anos de jornalismo independente (Jornal Pessoal), quinzenalmente (e inacreditavelmente) nas bancas, cheio de processos judiciais, porém, firme e forte, sempre. Ele não sucumbe a outros interesses, senão aos legítimos de sua profissão. Jornalistas dessa estirpe quase não se vê hoje em dia. Quase não se lê nos jornais... Volto mais uma vez aos blogs. 

 

Acabo de conhecer, por indicação do jornalista Augusto Barata, um espaço virtual bem interessante, feito por estudantes: http://www.focaslinguarudos.blogspot.com/ Fico feliz de saber que essa nova geração está questionando, falando, fazendo e acontecendo. Nas aulas da federal sempre reclamei disso, da acomodação da maioria dos meus colegas. Os "focas linguarudos" dão um novo ânimo para todos nós.

 

Termino minhas divagações com um trecho do artigo do Sena Filho:

 

"(...) Meus caros amigos, aqueles que concordam ou não comigo, a imprensa é necessária e tem de ter liberdade para informar, mas não deve e não pode tomar partidos, defender grupos e tentar pautar as instituições republicanas. Ser jornalista não é sinônimo de ser intelectual, dono e juiz da verdade, infalível ou senhor do poder. Ser jornalista é ouvir e compreender, se for possível, o pensamento, as idéias, os ideais, as opiniões, as teses, os projetos, os programas, os propósitos, as atitudes, as ações e até mesmo as ideologias dos atores sociais, políticos e econômicos.

O jornalista é a ponte que une o ator social e a informação à população, ao povo, apenas isso e nada mais. Se o jornalista quer pautar a sociedade e as suas instituições ele já tomou partido, e, como o nome diz e explica, partidas serão suas opiniões.(...)"

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 22:06

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