Simplesmente Lu

Outubro 10 2009

 

Foto: Eunice Pinto/Ag Pa

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 23:02

Outubro 10 2009

Assista ao vídeo-documentário "Promesseiros da Fé", que fala sobre a festividade de Nazaré. O trabalho foi todo baseado em depoimentos de pessoas que participaram do Círio de 2008, sendo produzido pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), via Digital Produções.

 

CLIQUE AQUI: http://www.pa.gov.br/tvpara.asp?id_midia=451

 

Matérias e fotos do Círio 2009 aqui:  http://200.164.100.137/em_foco.asp?id_vin=76

 

e aqui: http://200.164.100.137/fotos_new.asp

 

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 22:50
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Outubro 10 2009

Da Redação
Agência Pará

 

Eunice Pinto/Ag Pa            Clique na imagem para ampliar 
Tradição na época do Círio de Nazaré, os produtos da feira do miriti chamam a atenção pela diversidade e criatividade das peças em exposição
 
Eunice Pinto/Ag Pa            Clique na imagem para ampliar 
O artesanato feito de miriti é um chamariz para clientes de todas as idades, como as crianças que se encantam com o desenho dos produtos
 
Eunice Pinto/Ag Pa            Clique na imagem para ampliar 
Miniatura da imagem de Nossa Senhora de Nazaré está em exposição na feira do miriti, que funcinará até o dia 12 de outubro em Belém
 
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A festa do Círio de Nazaré tem muitas cores. Colorido retratado nos tradicionais brinquedos de miriti, arte que ganha novas formas e tratamento, movimentando a economia de Abaetetuba, município do nordeste paraense, que gira em torno do aproveitamento da palmeira do miriti e do açaizeiro. O resultado do trabalho de 148 artesãos pode ser conferido até o dia 12 de outubro na nona edição da Feira do Miriti, aberta na quinta-feira (8), na Praça Waldemar Henrique, junto com a Feira do Círio, que reúne artesãos de diversas regiões do Estado.

 

A organização da Feira do Miriti espera que o volume de negócios gerados este ano seja da ordem de R$ 350 mil, superando em mais de R$ 100 mil o do ano passado, quando o evento fechou mais de 50 negócios. A realização é do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae/PA) em parceria com a Asamab (Associação dos Produtores de Brinquedos e Artesanato em Miriti de Abaetetuba). O Sebrae também promove a Feira do Círio, que chega à sua 13ª edição.

 

Além das réplicas de animais, barcos, flores e outros objetos de fibra de miriti, como quadros e cortinas, o espaço foi ambientado com fitas de promesseiros. Alegria e demonstração de fé marcaram também a celebração de abertura, seguida pela procissão que levou uma berlinda de miriti com a imagem da santinha ao centro dos estandes, onde houve a benção do padre Reginaldo Barbosa, de Abaetetuba. Em seguida, mais colorido e música com o Arrastão da Pavulagem e os shows de músicos da terra.

 

Para o presidente da Asamag, Desidério Antônio Neto, o movimento do primeiro dia já é um indício de que o "casamento" das feiras deu certo. Durante a missa, ele agradeceu ao Sebrae pelo apoio que tem dado à associação, ao governo do Estado e às prefeituras de Belém e de Abaetetuba. Para Neto, a feira é uma ótima oportunidade para os artesãos comercializarem e divulgarem suas peças, que já foram expostas pelo Brasil e na Europa.

 

"O artesanato feito com o miriti é maravilhoso, digno de galeria", elogiou o aposentado paulista Rinaldo Filho, apontando a qualidade do designer das peças e a criatividade dos artistas. Ele chegou ontem a capital paraense e seguiu do aeroporto direto para a feira, a convite do amigo paraense, Ederaldo Santos, professor de folclore. "Poder mostrar isso para quem vem de fora é motivo de orgulho e fico envaidecido de mostrar os detalhes das obras", disse Santos.

 

Os brinquedos feitos de miriti também encantaram a socióloga Martinha Rebelo e seu marido, o químico industrial Edmilson Vianna. "A gente já conhecia o (brinquedo) tradicional, como a cobra e o roque roque, mas está mais diversificado. Dá vontade de comprar tudo", comentou Martinha Rebelo. Vianna disse que a cor, o movimento e a leveza do artesanato chamaram a atenção da filha deles, que mora no Texas e encomendou 50 peças, as quais pretende usar no trabalho que realiza com crianças autistas.

 

Desenvolvimento - Segundo Desidério Neto, as técnicas utilizadas hoje dão "suavidade e mais resistência" ao artesanato, que é leve e um pouco frágil. O presidente da Asamag falou ainda que o Sebrae tem colaborado por meio de oficinas de capacitação para a melhoria e o desenvolvimento de novos produtos, como móveis, papel, licor e extrato de miriti, além de tramas diferenciadas utilizando a envira da palmeira. Os artesãos, hoje, já reciclam as sobras, agregando valor ao produto.

 

O colar feito com miniatura de ícones do Círio e da fauna da Amazônia é um exemplo do resultado deste aprendizado. Depois de prontas, casas, peixes, pássaros, imagens de Nossa Senhora e outros objetos ganham um banho de verniz. Uma técnica que, nas palavras da artesã Edna Rodrigues, é cheia de minuncias dá muito trabalho.

 

O Círio também é a principal inspiração para o artesão Raimundo Lima, de 60 anos, 48 deles dedicados ao miriti. Ele explicou que durante o ano inteiro prepara o estoque para trazer à festa nazarena. As rodas gigantes são o tema central e quatro vendedores o ajudam nas vendas. Com a Feira do Miriti, da qual Lima participa há quatro anos, as vendas melhoraram em torno de 50%. Jhonne Pereira é outro que tem feito bons negócios: ano passado vendeu mais de R$ 1.500 mil, valor que pretende superar nesta edição.

 

Diversificação - O Miriti é uma palmeira esbelta e de grande porte (pode atingir até 35 metros de altura e 80 cm de diâmetro), comum na paisagem de áreas inundadas da região amazônica, as árewas de várzea. Do caule se extrai o refresco, o vinho, o palmito e o féculo. As talas servem para a construção de paneiros e das folhas são feitas redes. Dos frutos é extraído óleo comestível, também utilizado para amaciar e envernizar o couro.

 

A matéria-prima utilizada para o artesanato de miriti é o pecíolo (braço ou talo), haste de coloração clara, composta de tecido leve e esponjoso. No setor de biojoias, outras matérias-primas são fundidas na resina na confecção de acessórios. Entre outros aproveitamentos, o miriti também é utilizado na construção de cenários de teatro e na decoração de carros carnavalescos.

 

Até a construção civil já descobriu vantagens de trabalhar com o material: estudantes universitários do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram o projeto "Maquetes em Miriti", selecionado pelo programa Monumenta, do Ministério da Cultura, em junho de 2008.

 

Luciane Fiuza - Secom

 

Fotos: Eunice Pinto

 

Fonte: Agência Pará de Notícias - Secretaria de Estado de Comunicação (Secom):

 

http://200.164.100.137/exibe_noticias_new.asp?id_ver=52124

 
 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 22:34

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