Simplesmente Lu

Fevereiro 12 2009

Recebi e publico, com um certo atraso e com novos pedidos de desculpas, o (ainda atual) artigo do jornalista Davis Sena Filho, que, gentilmente, me escreveu. O e-mail e o texto estão reproduzidos abaixo. Boa leitura a todos! Lu.   

 

Prezada (Simplesmente) Lu,
 
Você não me conhece, mas generosamente publicou texto de minha autoria cujo título é "O Partido da Imprensa" - o artigo está no post
Sobre jornais...
Solicito, se não for pedir muito, que publique em seu blog o artigo "Barack Obama, o Brasil, o neoliberalismo e a nova ordem internacional".
Desde já agradeço-lhe ao tempo em que envio-lhe um forte abraço.
 
                                                                                Davis Sena Filho
 

 

 

*Por Davis Sena Filho

Barack Hussein Obama II, advogado de 47 anos, senador da República e recém-eleito presidente dos Estados Unidos da América — a Nação mais rica do mundo e a maior potência militar da história da humanidade. Esta apresentação poderia ser para qualquer homem eleito presidente nos Estados Unidos, se não fosse uma realidade, que até pouco tempo jamais pensaríamos que fosse acontecer: Barack Obama é um homem negro, em um país que há um pouco mais de 30 anos era, irremediavelmente, dividido entre raças, de forma institucional e rotineira, o que fazia da nação mais poderosa do mundo um lugar de desassossego, violência e vergonha moral e espiritual.

Lembro-me quando pequeno, na década de 1960, e adolescente e jovem, nas décadas de 1970 e 1980, que os Estados Unidos, extra-oficial e oficialmente, experimentava uma grande convulsão social, no que concerne ao direitos civis para a população negra daquela terra. Descendentes de escravos, os negros não tinham acesso, de forma plena, aos serviços públicos e ao direito de, por exemplo, estudar. Seus empregos eram os piores, os mais perigosos e mal pagos.

O absurdo era tanto que, em plena década de 1970 e início da de 1980, os estados sulistas e outros, não tanto ao sul daquele país, não permitiam que os negros entrassem em certos restaurantes, não usassem o elevador social, fossem proibidos de sentar em bancos dianteiros dos veículos coletivos ou simplesmente não pudessem usar o mesmo banheiro, destinado aos brancos. Era concretamente um país dividido, que, por razões econômicas, políticas e raciais foi testemunha do assassinato de duas das maiores lideranças negras até hoje existentes nos Estados Unidos, personificadas no líder dos direitos civis, Martin Luther King, e do revolucionário Malcolm X, que, radical, pregava a luta armada e, com o tempo, passou a propor o diálogo e a negociação para resolver os problemas e as condições que a comunidade negra norte-americana queria discutir e modificar.

A vitória de Barak Obama é emblemática, por ele ser multirracial. Seu pai, negro, do Quênia, sua mãe, branca, do estado do Kansas, deram-lhe a possibilidade de o presidente eleito conhecer as contradições, os conflitos e os diferentes pensamentos no que é relativo à realidade estadunidense e as diferentes etnias que compõem o tecido social dos Estados Unidos...

 

(Leia o texto na íntegra no Blog do Val Mutran)

 

*Davis Sena Filho é jornalista (davisflash@gmail.com ou davisfla81@gmail.com).

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 04:07
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