Simplesmente Lu

Dezembro 12 2006

Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará saíram da esfera virtual. A edição de ontem, dia 11, do jornal Diário do Pará mostrou os quatro primeiros "pecados" e promete o seguimento. Os primorosos artigos são resultado da análise feita pelo prof. Fábio Castro, do Departamento de Comunicação Social da UFPA, sobre os 12 anos da política cultural do governo tucano no Estado. Quem quiser conferir, basta acessar o blog do professor, no marcador Política Cultural. O link é HUPOMNEMATA - Política Cultural

A edição de sexta-feira passada do "Diário", dia oito de dezembro, fez referência ao assunto na coluna Qualquer Bossa, do músico e jornalista Elielton Amador - Caderno Por Aí. Anteriormente a blogosfera paraense já havia registrado a leitura; o tema inspirou os blogueiros e eles toparam participar da elaboração das 10 desejáveis virtudes para a política cultural do PT no Pará. Iniciei a campanha motivada pelo prof. Fábio, que me propôs a elaboração "a muitas mãos" de boas sugestões para a área cultural no próximo governo.

Até o momento nove blogueiros aceitaram o desafio e três deles já escreveram seus artigos, os quais estou reunindo neste blog para, posteriormente, entregar à futura governadora, Ana Júlia Carepa. A mobilização é o reflexo das intensas discussões - reais e virtuais - que a sociedade realizou, especialmente no período pré-eleitoral.

Obs: Só para lembrar.

 

Foram escritas três "virtudes":

1 - PROFISSIONALISMO. Por Edyr Augusto Proença.

2 - INTERIORIZAÇÃO. Por Juvêncio de Arruda.

3 - O BOM SENSO. Por Fábio Horácio-Castro.

Confirmaram participação e definiram o tema:

4 - COMPROMISSO COM A CULTURA POPULAR. Por Pedro Nelito (com mais "98 mãos").

5 - INVESTIMENTO HUMANO. Por Yúdice Randol.

6 - MODÉSTIA. Por mim (com o bailarino Rubem Meireles).

7 - EDITAIS PARA PRODUÇÃO ARTÍSTICA. Por Cláudio Marinho.

Confirmaram participação e estão definindo o tema:

8 - Blog Flanar (a seis mãos).

9 - Blog da Carol.

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 01:02

Dezembro 11 2006

Acabo de receber por e-mail mais uma adesão à campanha da blogosfera papa-chibé. O ator e jornalista paraense Cláudio Marinho, radicado na capital paulista há três anos, vai falar sobre Editais para Produção Artística, a nona das "10 desejáveis virtudes para a política cultural do PT no Estado".

O blog do ator é o Na Cena de Cláudio Marinho  Além de blogueiro, Cláudio Marinho edita o site Na Cena de Sampa . As "notícias online da vida paulista" têm o toque especialíssimo do jornalista.  Formado pela Escola de Teatro e Dança da UFPA, Cláudio destacou-se na cena teatral paraense e com as matérias que assinava no caderno cultural do jornal O Liberal, onde trabalhou por um longo período.

Vale a pena conferir um dos destaques do Na Cena de Sampa , que é o retorno do Pilobolus Dance Theatre ao Brasil. A cia. apresentou-se  nos dias 24 e 25 de novembro, no Teatro Alfa. A entrevista com o diretor Antunes Filho também é imperdível.

Cláudio, agradeço a sua participação e fico no aguardo da "virtude".

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:38

Dezembro 10 2006

O profº Fábio Horácio-Castro, do Departamento de Comunicação Social da UFPA, publicou mais três posts sobre o tema que ele escolheu para escrever, O Bom Senso, uma das "10 desejáveis virtudes para o governo do PT no Pará". São eles:
1º - Ainda sobre o Bom Senso.
2º - Apenas mais uma nota sobre o bom senso.
3º - Nota pessoal.
Como o primeiro post é uma extensão do original, oferecendo uma reflexão mais aprofundada sobre a virtude em si, resolvi publicá-lo aqui também.

 

 

 

 

AINDA SOBRE O BOM SENSO. Por Fábio Horácio-Castro.

O post da virtude já está feito, mas me permito algumas outras observações sobre a coisa, não especificamente no que se refere à política cultural, mas no que tange à dimensão do bom senso como virtude. Queria complementar o tema observando que o Bom Senso é, sobretudo, um ato reflexivo. Como disse no post anterior, ter bom senso é ter disposição em abrir mão da verdade pessoal em favor da verdade do grupo e, portanto, se dispor a ser menor em relação ao egocentrismo que, naturalmente e culturalmente, nos engendra como pessoas. Sobretudo na nossa cultura, cujo iberismo latente exige que nos vejamos sob um farol de dignidade e honra – na verdade, simplesmente vaidade.
Já perceberam a diferença entre os discursos no mundo ibérico e os discursos no mundo anglo-saxônico? No mundo ibérico nós nos emproamos e sempre usamos um tom laudatório, com gestos rebuscados e ridículos, assumimos um tom de dignidade e nos mostramos honrados por termos sido convidados a nos fazer ouvir pelos demais. No mundo anglo-saxônico, ao contrário, quem discursa sempre adota um tom de auto-comiseração, sempre procura se ridicularizar um pouco, sempre adota um tom humilde, encontrando formas de dizer, mais ou menos, “não sei bem por que me escolheram para falar, não tenho mais a dizer, certamente, que outros de vocês, mas a vantagem é que vou falar tão mal que, provavelmente, não serei nunca mais convidado a falar”.
Esse mesmo tom está presente numa fala curiosa de Woody Allen: “A única coisa que lamento é não ser outra pessoa”. Podemos chamar a isso de humor de autocomiseração. E a autocomiseração pode ser entendida como uma forma de bom senso. Percebamos que o humor faz parte do bom senso, posto que é preciso ter humor para negar-se a si mesmo a condição de excepcionalidade que, talvez, sempre desejamos nos atribuir a nós próprios. Quem tem bom senso tem, digamos assim, bom humor. Quem não tem bom senso faz uso, digamos assim, a ironia.
E aqui devemos perceber a diferença entre humor e ironia. O humor compreende, a ironia humilha. Espinoza diz que é preciso ter cuidado com o riso, porque ele pode ferir e matar, mas também pode animar e fazer viver. Aí a diferença entre humor e ironia, esta uma espécie de “riso mau”. Em Espinoza, devemos renunciar ao “riso mau”: “Non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere”. O humor faz rir de si mesmo ou então se solidariza com o riso, a ironia estabelece uma distância.
Rainer Maria Rilke está de acordo, quando diz que a ironia não desce às profundezas. Freud está de acordo, quando diz que o humor tem, “não apenas algo de libertador, mas também de sublime e elevado”.
O Bom senso – essencialmente um ato de negação do individualismo –, como o humor – essencialmente, ele também, um ato negação do individualismo –, liberta, sublima e eleva. Sejamos bons cavalheiros: desiludamo-nos com nós mesmos.
 

EPÍLOGO
Vale a pena conferir os dois textos seguintes no blog do professor, no marcador "Filosofia", cujo link é HUPOMNEMATA - Filosofia – Nota pessoal

SOBRE OS COMENTÁRIOS........................................................................................... EU ............... a leitura é longa, mas vale a pena. LOUISE....... só faltou uma foto, não é minha princesa? Eu também comentei no teu flogão. Sou a comentarista oficial de lá. Beijinhos!!! SILVIA........ que saudade de ti, amiga. Ainda bem que já está quase na hora de vires por aqui. Sobre o que tu falastes, concordo em gênero, número e grau. É o fim da picada! Toda vez que lembro disso acho a maior graça: só o “Crítico dos Críticos”... Manda um abraço para o Jerome. ANÔNIMO... muitos viraram bibelôs, espero que não por muito tempo ou vão enferrujar, bailarino precisa de movimento. EDYR............. o que eu posso dizer de tudo isso: a carapuça serviu e melhor do que eu imaginava. Não responda, as provocações dele são de baixo nível e desrespeitosas. E ele ainda pede respeito... Eu é que agradeço pelo texto, por você me ajudar a falar, a gritar estas verdades. O deputado é a representação exata de como muitos de nossos governantes trataram os artistas da terra durante tanto tempo. Sabe que isto até me inspirou, tanto que estou pensando em mudar pela terceira vez o tema do meu TCC. Ao invés de analisar o discurso do secretário Paulo Chaves sobre a valorização dos artistas paraenses, vou analisar o discurso do deputado Vic Pires Franco: “Vou te bater uma real. Vou dizer que sou o tal. Bater um papo no café. É papo de jacaré...” BRUNO.......... não tenho o endereço do blog do Edyr Augusto, estava querendo também, mas não descobri. Se continuarmos publicando, de blog em blog, o "Bibelô", o Edyr vai ficar mais famoso do que já é. Sucesso este que tanto incomoda o deputado Vic Pires Franco. Por que será?

 

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 18:30

Dezembro 09 2006

10 DESEJÁVEIS VIRTUDES PARA A POLÍTICA CULTURAL DO PT NO ESTADO

 Terceira virtude: O Bom Senso. Texto: Fábio Castro, profº do Departamento de Comunicação Social da UFPA.

Link do Blog do Fábio - HUPOMNEMATA

Vera Torres.jpg

O Bom Senso é a virtude que rege a relação dos homens com a verdade. Ter bom senso é superar o individualismo para entrar na razão do grupo, ou melhor, superar a razão pessoal para pensar segundo a experiência e a razão. A política cultural precisa ter bom senso. Isso significa dizer que ela tem que superar o personalismo que caracteriza as políticas culturais provincianas. Ela precisa superar o sujeito e pensar no grupo. Não num grupo, bem entendido, pois isto seria uma outra forma de personalismo, mas sim no grupo social por inteiro, na sua complexidade e necessária contradição. Ter bom senso é saber ponderar, usar a razão para se aproximar da verdade. Isso significa usar de uma sinceridade autêntica, tão autêntica que supera a verdade pessoal em favor da verdade coletiva. Lembremos da definição de La Rochefoucauld para sinceridade: uma forma de amor à verdade. Segundo ele, a sinceridade é uma “abertura de coração que nos mostra tais como somos; é um amor à verdade, uma repugnância a se disfarçar, um desejo de reparar seus defeitos e até de diminuí-los, pelo mérito de confessa-los”. Portanto, ter Bom Senso é amar a verdade mais que a si mesmo. Espinoza, por sua vez, sugere que toda possibilidade de liberdade, do indivíduo como do grupo, está no ato da sinceridade e, portanto, no uso da razão: “O homem livre nunca age como enganador, mas sempre de boa fé”. Assim, a liberdade do homem está na sua potência em submeter-se à universalidade da razão. Bom senso nada mais é que amor à verdade, amor pelo mundo mais que a si mesmo. Penso que só é possível fazer política cultural quando essa política cultural é, efetivamente, uma política social: uma atenção para com o mundo, um respeito pela experiência do mundo, pois essa experiência é o que constitui, efetivamente, a cultura.

Ps: Clicada por Luiz Braga na época em que dançava, a professora e coreógrafa Vera Lúcia Torres aparece neste ensaio fotográfico encarnando a personagem do balé-solo “A Morte do Cisne”. Outro instantâneo do ensaio foi mostrado, ano passado, na exposição que destacou personalidades da terra e integrou o projeto "Arraial da Luz", comemorativo aos 30 anos de carreira de Luiz Braga. A foto faz parte do arquivo pessoal da professora.

Ps2: Escolhi o instantâneo para ilustrar este artigo quando li o que o profº escreveu sobre respeitar a “experiência do mundo”. Além de Vera Torres, minha mestra, outros precursores da dança no Pará estão na ativa, como Clara Pinto, Marilene Melo e Rosário Martins.

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 06:41

Dezembro 09 2006

10 DESEJÁVEIS VIRTUDES PARA A POLÍTICA CULTURAL DO PT NO ESTADO

Segunda virtude: Interiorização. Texto: Juvêncio de Arruda, economista, publicitário e cientista político.

 Link do Blog do Juvêncio – 5ª EMENDA

Waldemar Henrique_Paes Loureiro.jpg

PRÓLOGO: “Festa No Interior”

Fora de forma - deixou a secretaria de Cultura há 16 anos - o poster não se garante senão em simplesmente sugerir atenção ao Pará que poucos gestores públicos se interessam, mas onde vive 75% da população: todo e qualquer lugar fora de Nova Déli.
Juvencio de Arruda sugere a "virtude" da distribuição, da igualdade.
O Pará, aquele do mapa no formato da galinha Knorr, está dançando.
Porque os governos, e os habitantes de Nova Déli, olham muito pro seu próprio umbigo.

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51 anos de idade, 44 andando pelo interior do Pará.
Há 20 dirigindo documentários e fazendo banco de imagens, em mais de 100 dos 143 municípios. Garanto pra voces que o estado, do ponto de vista da sua "cultura", mudou muito, mas muito.
Chegou muita gente, das mesmas regiões: Maranhão, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Minas e sul do Brasil. Esse povo trouxe novos temperos ao caldeirão.
Vi, ouvi e cheirei todos os espaços culturais, manifestações, grandes festas, pessoas que fazem ou fizeram a cultura deste estado neste período.
Waldemar Henrique, Isoca, Noé von Atzingen, Laurimar Leal, Verequete, Haroldo Maranhão, David Miguel, Dica Frazão, Augusto Morbach, Benedito Nunes, Luiz Braga,Gileno Chaves, Paes Loureiro, Vicente Sales, Edyres Proenças, Ruy Barata e mais um cesto além de um cento de gente tão...tão...magnífica.
Aqui ou alhures, autores ou operadores, todos propositalmente misturados, porque todos vivos ou "encantados".
Na minha cabeça todos estão juntos, são juntos.
Trabalhei na secretaria da Cultura, fui conselheiro da FUNTELPA, sou conselheiro de uma escola de samba, fiz planejamento e produção cultural - concebendo, captando recursos e organizando eventos, shows, exposições e seminários na área da cultura.
Aprendi, me diverti - muito mais o segundo do que o primeiro - e conheci toda essa constelação aí de cima.
Ufa! Tá bom?
Por tudo isso, berro: vamos sair para o interior!
Com os barcos e as carretas cheias. De lonas, equipamentos e gente.
Sobe rio e "corta trecho", dia e noite
Prá cá e prá lá, sem parar.
Construindo espaços culturais; museus da imagem e do som com núcleos de produção e distribuição em áudio e vídeo; financiando instrumentos e materiais de trabalho; bancando programas de treinamento e de bolsas de estudo e pesquisa; facilitando a interface dos projetos e ações culturais com os movimentos sociais - da pastoral carcerária aos sem terra, sem esquecer indígenas e quilombolas.
Numa palavra: espaços, registro, formação e articulação.
E festa, muita festa.
Ah! sim, e que a política cultural contemple todas as manifestações e setores da cultura, ainda que devagar.
É melhor andar devagar do que pensola.
Bate esse bumbo aê, Ana Júlia...rs

 

Ps: Ilustrando o artigo, um pedaço da conhecida “constelação” de Juvêncio Arruda. Da esquerda para a direita, o carnavalesco Luiz Guilherme Pereira, primo do maestro Waldemar Henrique; o próprio; o poeta João de Jesus Paes Loureiro; e a moça que não consegui identificar. A foto é do arquivo pessoal de Luiz Guilherme.

 

Ps2: Há alguns anos, em entrevista, Luiz Guilherme me falou da “veia popular" de Waldemar Henrique. Em 1974, Waldemar e Paes Loureiro escreveram o samba-enredo “Marajó, Ilhas e Maravilhas”, defendido pela escola de samba belenense Quem São Eles. Segundo o primo do maestro, a intenção de um grupo de artistas da época era tentar vincular "o carnaval paraense a um sentido mais amazônico". Em sua época, Waldemar não foi tão popular pelo caráter erudito de certas canções, já que naquele tempo esse tipo de música não tinha tanta penetração nos meios de massa. Sobre o assunto, mês passado tive a agradável oportunidade de conversar com Paes Loureiro, durante um evento, e ele recordou o momento da foto, quando Waldemar recebia a letra do samba.

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 03:40

Dezembro 08 2006

Avisei ao profº Fábio Horácio-Castro que a primeira “virtude” havia sido concebida e publicada: Profissionalismo, por Edyr Augusto Proença. Fábio tratou logo de avisar aos visitantes do seu blog, que por sinal é excelente. Os artigos sobre os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará estão no marcador Política Cultural, que fica do lado direito do blog. Para acessar direto nele basta clicar em Hupomnemata - Políticas Culturais Transcrevo, abaixo, o post do profº Fábio, com seu comentário sobre "Profissionalismo" e aproveito para agradecer a ele as palavras dirigidas a mim. Abraços a todos e boas inspirações aos blogueiros que escreverão sobre as demais virtudes.  Lu.

 

10 Desejáveis virtudes para a política cultural do PT Saiu o primeiro post da série das 10 Desejáveis Virtudes para a Política Cultural do governo Ana Júlia. Para quem não sabe, essa série é uma iniciativa da Luciane Fiúza de Melo, concluinte do curso de Comunicação da UFPA e se segue aos 10 Pecados que arrolei na semana passada. A iniciativa é louvável e admirável. Louvável porque marca a vontade de participar, de inventar, de fazer diferente. Vontade essa que anda envolvendo a cidade (e talvez o estado) ante a expectativa pelo governo Ana Júlia. Admirável porque cria vínculo, cria redes de conexão entre gente que não se conhece mas que tem muito em comum. No primeiro post, de autoria do Edyr Augusto, temos a virtude do Profissionalismo. É uma super sensata contribuição. O Edyr vai ao cerne da questão: chega de improviso e de parcialidade. Precisamos dar um passo à frente na questão cultural. Precisamos escapar do provincianismo personalista e começar a tratar a cultura com um espírito conseqüente. Edyr, receba um grande abraço, deste que é seu fã desde o Navio dos Cabeludos. (Fábio Castro)

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 05:41

Dezembro 07 2006

Este post é para agradecer a gentileza da blogueira Rita Soares:

Blog da Rita - Portal ORM

Ela divulgou ontem nossa campanha - "10 virtudes desejáveis para a política cultural do PT no Pará" - no seu espaço virtual. Palavras dela: Cultura Recebi e publico abaixo, por e-mail, da estudante de jornalismo Luciene Fiúza de Melo, convite para participar da campanha para redação de um texto sobre as 10 desejáveis virtudes para a política cultural do PT, inspirado no texto do professor Fábio Castro sobre os dez pecados da política cultura do atual governo. (...) Luciene , agradeço muitíssimo ao convite e repasso aqui as informações para quem desejar participar. Infelizmente, tenho estado como uma vida tão corrida que prefiro não me comprometer com um tema (sei da relevância do trabalho e não quero dar furo com o grupo), mas gostaria de sugerir o item 'democratização dos recursos'. Creio que o ideal é que a política cultural contemple diferentes áreas e que a escolha dos projetos ocorra por razões técnicas independente das questões partidárias. Abraços Rita Rita, entendo seus motivos, pois, ainda estudante, passei por essa correria nossa de cada dia. Agradeço a divulgação e indico sua sugestão para as virtudes que ainda faltam. Quem se habilita a falar sobre DEMOCRATIZAÇÃO DE RECURSOS? Quem quiser conferir os textos que originaram a campanha, “Os 10 pecados da política cultural do PSDB no Pará”, de autoria do profº Fábio Castro, do Departamento de Comunicação Social da UFPA, basta acessar o seu blog: http://www.hupomnemata.blogspot.com/ Abs. Luciane.

AVISO Acabo de receber mais uma adesão à campanha, a do profº Yúdice Randol, que vai falar sobre INVESTIMENTO HUMANO. O endereço do blog dele é: Árbitro do YúdiceMas ainda faltam duas virtudes. Quem se habilita?

 

 

CONVOCAÇÃO Para a categoria de Dança. Convocamos todos os bailarinos, professores de dança, coreógrafos e diretores de grupos e (ou) cias. de dança para comparecerem a terceira reunião da Câmara Setorial de Dança, a ser realizada no dia 13 de dezembro, às 11h30, no auditório da Escola de Teatro e Dança da UFPA, sito na rua Jerônimo Pimentel, esquina com a Dom Romualdo de Seixas, nº 820. Pauta: Informes sobre as conquistas da dança; pensar no nome do próximo representante da Câmara Setorial de Dança de Belém; representante de dança na CNIC; Prêmio de Dança Klauss Vianna; propostas encaminhadas à equipe de transição para o novo governo; Carteira do Artista da Dança; e o que ocorrer. Waldete Brito Profª de Dança da UFPA, diretora da Cia. Experimental de Dança e representante da Câmara Setorial de Dança de Belém

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 14:57

Dezembro 06 2006

10 DESEJÁVEIS VIRTUDES PARA A POLÍTICA CULTURAL DO PT NO ESTADO

Primeira virtude: Profissionalismo. Texto: Edyr Augusto Proença, jornalista, escritor e teatrólogo.

 Link do blog do Edyr Augusto - POLAROADS

FOTO Shirley Penaforte.JPG Pensando bem, tenho é medo de idealistas. Têm idéia fixa, explodem emoções, kamicases. Prefiro os profissionais. É de Profissionalismo na Gestão Cultural que estamos precisando. Profissionais podem e até devem ter uma dose razoável de idealismo, seja pela atitude profissional, seja pelo nobre objetivo que é atuar no serviço público. A Cultura, ao longo dos últimos doze anos, tomando esse período apenas como exemplo, no resto do mundo, tornou-se mola propulsora de negócios. Com a tecnologia diminuindo as distâncias, há mais troca de informação. Há, inevitavelmente, invasão, dominação. Deveríamos dizer que não há fronteiras, mas a verdade é que elas não existem, somente quando quem é invadido nada tem a oferecer de consistente para troca, tendo como resultado algo absolutamente novo. Se o Brasil erra ao chamar políticos para ministros e estes, seus correligionários, em cascata, somos atingidos. Se atinge o Ministério da Cultura, evidentemente atinge também a Secretaria de Estado da Cultura e a Fumbel. Nosso assunto é Cultura, certo. A gestão é amadora. Totalmente. Pior, com a falta de Cultura dos últimos doze anos, sua importância caiu assustadoramente, sendo confundida com lazer. O resultado é que estamos à mercê das invasões culturais. Nesse cenário de vale qualquer coisa, as pequenas reações vêm de pequenas articulações do povo, que se expressa na medida da Educação que não recebe. Da Cultura que não tem. Da Fome, Desemprego e outras mazelas. Há várias manifestações, mas o brega é bem evidente, com suas letras esdrúxulas, de duplo sentido, melodias ruins, instrumentos e cantores que dão como que um grito de socorro. Precisamos de Profissionalismo na Gestão Cultural. De alguém que avalie o quadro em que estamos. O tamanho desse Pará. Que desenvolva ações imediatas, que sirvam de alento a quem agoniza, mas sobretudo, ações bem fundamentadas, construindo algo sólido, na direção do mercado cultural, onde artistas tenham onde e para quem mostrar sua arte e o povo tenha onde e de quem receber Cultura. Alguém que tenha em sua equipe técnicos profissionais, capazes. O prejuízo causado nos últimos doze anos precisará de pelo menos o dobro disso para ser recuperado. Mas sem profissionalismo, cairemos em outra desgraça. Trocará apenas a figura do Secretário. Profissionalismo, por favor. Sem discutir ideologia, poder, essas coisas. Estamos muito frágeis. Precisamos de alento. Profissionalismo na gestão cultural. Alguém que determine um objetivo único, para todos os órgãos do setor atuarem de maneira orquestrada e segura, atendendo as demandas. Profissionalismo, por favor. Assim, teremos condições de, em alguns anos, enfrentar de igual para igual qualquer invasão. Ter o que oferecer em troca. Fifty Fifty, yes. Profissionalismo, já. PS: A bailarina da foto é Louise F. de Mello, durante ensaio fotográfico (2004) com a expert Shirley Penaforte. PS2: Louise foi escolhida para este post porque é uma aluna extremamente aplicada no colégio, uma bailarina responsável, dedicada e "profissional" - como o Paulo, um amigo, gostava de falar. Que a pequena bailarina sirva de exemplo.
publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 21:01

Dezembro 06 2006

Hoje é um dia especial. Tive uma bela surpresa ao ler, de manhã, o Blog do Augusto Barata, jornalista com 54 anos de idade e 33 de profissão -

Blog do Barata

Transcrevo, abaixo, o post AGRADECIMENTO:

Registro e agradeço, sinceramente comovido, a convocação de Luciane Fiuza de Mello para participar da elaboração do documento propondo compromissos de gestão na área cultural para a administração da governadora eleita Ana Júlia Carepa. Creio, porém, que existem nomes bem mais qualificados para essa tarefa, como, por exemplo, Lúcio Flávio Pinto e Gileno Muller Chaves, que dispensam apresentação. De resto, aproveito para expressar minha solidariedade à jovem estudante de jornalismo, diante das agressões sofridas, e agradecer as palavras de estímulo, feitas aqui e no seu blog (simplesmentelu.blogs.sapo.pt). Despretensiosamente, Luciane, a exemplo do professor Yúdice Randol (cujo endereço do blog é: yudicerandol.blogspot.com), nos ensina, com o ardor da juventude que convém conservar, que a única coisa da qual se deve ter medo é do próprio medo.

MEU COMENTÁRIO: Prezado Augusto Barata. Garanto que a comoção é bem maior do lado de cá, depois de ler o que escreveu. Obrigada, de coração. Sobre a convocação, a idéia inicial era chamar somente blogueiros, o que não impede que este documento cresça em tamanho e participação. Estou satisfeita porque sete pessoas já aceitaram escrever sobre uma política cultural mais virtuosa para o Estado. Agradeço seu retorno e as indicações. Gileno é um ótimo nome, pela sensibilidade artística aliada à experiência no assunto. Tentarei entrar em contato. Lúcio Flávio então... sou fã dele, mas creio que não terá tempo, pois, além do JP, perde horas preciosas com tantos processos absurdos. Quanto às agressões, são a representação exata do perfil da “escumalha” (Adoro isso!) Um abraço e vida longa ao blog!

Para quem não entendeu, as agressões a que Barata se refere no post são os comentários de anônimos que de vez em quando surtam pelo blog do jornalista. As figuras são mais conhecidas como "escumalhas ensandecidas" ou, se preferirem, "gentalha". Logo que descobri o endereço do Blog do Barata passei a visitá-lo eventualmente. Foi quando recebi outro post, em 13 de novembro, SEJA BEM-VINDA, recheado de palavras incentivadoras: "Com um texto limpo, objetivo, que permite entrever uma futura jornalista com perspectivas promissoras, Luciane Fiúza de Mello, estudante de jornalismo, faz uma serena e sensata intervenção, com críticas procedentes, pertinentes, aos desvios que identifica na administração do atual secretário executivo de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, o PC da tucanagem."

Gentalhas a parte, gostaria de agradecer imensamente a gentileza do jornalista. De: Luciane.

AVISO  Informo com satisfação que já temos sete confirmações e cinco temas escolhidos: eu e o Rubem (MODESTIA), Juvêncio Arruda (INTERIORIZAÇÃO), Edyr Augusto Proença (PROFISSIONALISMO), Pedro Nelito (COMPROMISSO COM A CULTURA POPULAR), Fábio Castro (BOM SENSO), Carol (a decidir) e "Flanar" (a decidir). Precisamos de mais três virtudes. Quem se candidata? Em breve postarei a primeira virtude. Se alguém já tiver o texto pronto, pode mandar. Aceito também fotos, pode ser da própria pessoa ou do que imaginar... Ainda estou redigindo o meu texto com o Rubem. Quando tiver todos os textos farei chegar em mãos à nossa futura governadora, Ana Júlia Carepa, da mesma forma que já lhe encaminhei os "10 pecados da política cultural do PSDB". Ps: Profº Fábio, sete também é um número cabalístico.

publicado por Luciane Barros Fiuza de Mello às 19:25

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